O sol na medida certa
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sexta-feira, 02 de fevereiro de 2001
Da Redação 
Condenada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, a ânsia em ter a pelebronzeada é a grande sensação do verão. De acordo com a vivência prática do médico dermatologista Roberto Cressoni, de São Paulo, coordenador do grupo médico de estudos de fotoaplicação, oito a cada dez mulheres almejam estar com a pele dourada na temporada de calor. Mas o que fazer para bronzear-se saudavelmente, quando sabemos que os raios solares afetam a pele, aceleram o processo de envelhecimento e estão relacionados a várias formas de câncer?
Segundo o dermatologista, se controlarmos a exposição aos raios ultravioleta do sol ou de camas de bronzeamento e respeitarmos os limites da nossa pele, maximizaremos os efeitos positivos e minimizaremos os negativos. O bronzeamento saudável depende do controle de cada um de nós.
Dicas saudáveis Bronzear-se sem pôr a saúde em risco exige alguns cuidados, entre eles o controle da exposição aos raios ultravioletas emitidos por fonte natural ou artificial. Quando a exposição é moderada, podemos obter efeitos benéficos necessários à saúde como o estímulo para a produção de Vitamina D. As pessoas com deficiência de vitamina D, que entre outros problemas causa a osteoporose, devem tomar um pouco de sol por dia. A pequena quantidade de exposição pode ser feita por meio de bronzeamento controlado em centros.
O sol emite raios UVA, UVB e UVC. Os UVB são os causadores das queimaduras, dos edemas e do câncer de pele, além de acelerar o envelhecimento da pele. Os raios UVA são menos lesivos, mas quando há exagero na exposição também aceleram o fotoenvelhecimento. Já os raios UVC, teoricamente, não chegam à superfície terrestre, pois são absorvidos pela camada de ozônio. Vale lembrar que o problema do buraco da camada de ozônio está se agravando.
Cama solar As camas de bronzeamento emitem, predominantemente, os raios UVA. Mas não podem ser consideradas totalmente inofensivas, já que os raios UVA em excesso também são prejudiciais à saúde e causam o envelhecimento precoce da pele. Para Roberto Cressoni, o bronzeado nessas camas necessita de controle como qualquer banho de sol para tornar-se aliado e não inimigo do bronzeamento saudável. Felizmente existem normas claras, recentemente aprovadas pela ABNT, para a utilização das camas de bronzeamento como uma alternativa mais controlada que a exposição ao sol, completa.
Uma tabela da Sociedade Brasileira de Dermatologia especifica o tempo de bronzeamento artificial em cabines, com base na cidade de São Paulo. Primeiramente escolha um centro que possua equipamentos de boa qualidade e cujo operador tenha conhecimento para o uso adequado; não realize as sessões se forem verificadas condições pessoais que restrinjam sua ida ao sol; sempre use os óculos protetores fornecidos pelo centro; não use cosméticos e não aplique filtro solar; ajuste o tempo da sessão de acordo com o recomendado pelo fabricante do equipamento ao seu tipo de pele; respeite o intervalo de pelo menos 48 horas entre as primeiras duas exposições; não se exponha à luz natural e a artificial no mesmo dia; não exceder 60 sessões de bronzeamento anualmente.
O bronzeamento em cabines também é indicado para preparar a pele para o sol, principalmente no caso de pessoas que não se expõem a luz solar com frequência. Antes de ir à praia, elas podem fazer algumas sessões para deixar a pele mais preparada e protegida. De acordo com Roberto Cressoni,não podemos desaconselhar o uso da fototerapia por ultravioleta. Mas é necessário o cumprimento de normas bem claras para controlar os profissionais que operam nesse campo, sobretudo para fiscalizar os centros de bronzeamento e instruir o usuário sobre a necessidade de obedecer as regras de segurança. Desta forma os riscos serão controlados, enquanto benefícios importantes são conseguidos.


