Postura altiva, ar blasé e um quê de Barbra Streisand. A catarinense Mariana Weickert, 16 anos, 1,80 m, descendente de alemães, é a cara da temporada. Foi contratada para fazer todos os desfiles e, de quebra, ganhou o prêmio Top Frisco de melhor modelo do MorumbiFashion, na eleição em que participaram os jornalistas que cobriam o evento.
Na hora de anunciar o resultado, o diretor artístico Paulo Borges elogiou o profissionalismo da garota, apreciado também pelos estilistas. ‘‘Eles ficam encantados com o interesse dela, sempre querendo saber sobre as coleções’’, conta o booker Marco Aurélio Casal, da agência Ford. Para Mariana, nada mais natural. ‘‘Acho que o modelo, como qualquer outro profissional, tem que passar a vida estudando porque a moda muda muito; a cada seis meses as coisas estão completamente diferentes. Tem que ler muita revista internacional, se jogar mesmo’’, diz.
Passarelas e estúdios fotográficos substituem agora o colégio, que ela abandonou há um ano. Sem culpas, afinal, é hora de fazer experimentações. ‘‘Eu estava um ano adiantada, já teria terminado o colegial e faria o vestibular com 16 anos. É muito cedo para saber o que eu quero para o resto da minha vida’’, observa, referindo-se também à carreira de modelo.
Por enquanto, a profissão é a sua bússola. Sonha em posar para experts da moda internacional, como Steven Meisel, Paolo Roversi, Steven Klein e Mário Testino. Nada parecido com os sonhos da adolescente de Blumenau antes de participar do concurso da Ford, em 97, que daria outro rumo a sua vida. ‘‘Fiquei em segundo lugar, mas não esperava estar nem entre as cinco’’, lembra ela, que costumava odiar suas sardas. ‘‘Sempre ia a farmácias de manipulação escondida da minha mãe, e comprava todos os tipos de ácidos. Hoje, vejo que trabalho bastante por causa delas’’.
Quando alguém comenta sua semelhança com a atriz Barbra Streisand, Mariana não se sente nem um pouco lisonjeada. ‘‘Ela é superestilosa, mas é feia. Tem um olho lindo, uma boca linda, uma pele superbonita. O conjunto até que faz uma boa imagem, mas o nariz enfeia ela’’. Para a sua sorte, há controvérsias.
Com um ano de estrada, ela já acumula boas experiências. Desfilou para Gianfranco Ferré e Mila Schon, em Milão, e para Yohji Yamamoto, Kenzo e Sônia Rykiel, em Paris. No Brasil, fez vários editoriais para Vogue, Marie Claire e Elle, além dos catálogos da Vício, Bureaux Paulista e Santista.
Apesar de achar que a sua ascensão foi rápida, ela relaciona a atual evidência às necessidades do mercado. ‘‘O sucesso é consequência do tipo de beleza que eles querem no momento’’, constata, acrescentando que também é preciso ter uma certa predestinação. ‘‘Pode ter talento, ser bonita, fotografar e desfilar bem, mas tem que ter uma estrela. A Gisele Bundchen, por exemplo, que está lá no topo, é linda, mas devem existir mil iguais a ela’’. Tentando fazer brilhar a sua estrela, Mariana embarcou esta semana para a temporada de desfiles de Nova York, certa de que a disciplina é um bom começo.Foto: Karla Matida/divulgaçãoMariana no backstage da Cia de Linho e desfilando para a Fit: agora, as passarelas internacionaisRosângela Vale
Enviada Especial

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