Com 10 anos dedicados à dança do ventre que aliás, é uma denominação que ela não gosta, já que prefere falar em danças árabes , Renata Lobo ganhou o mundo. Participa frequentemente de festivais conceituados, viajando do Japão ao Egito. Seu nome é tão relacionado à dança do ventre que muitos até acreditam que ela tenha sangue árabe correndo nas veias. ''Mas sou portuguesa'', explica Renata, que começou a dançar balé com quatro anos, depois passou para o jazz até se encontrar com os ritmos árabes.
''É incompleto falar apenas em dança do ventre. O movimento do quadril é só um entre muitos'', explica a dançarina e professora. Há quatro meses, ela abriu um novo espaço em que recebe alunas das mais variadas faixas etárias. ''É bem democrático. Não há limite de idade e nem de padrão corporal. A única exclusividade é ser mulher'', garante.
Pesquisadora dedicada, Renata vai fundo nas origens da dança atrás dos movimento específicos, dos acessórios corretos e do figurino típico. ''O primeiro elemento que a aluna tem contato é o véu'', explica. Mas as danças também podem ser acompanhadas de espadas, snujes (castanholas árabes), jarros ''tem todo um simbolismo das mulheres buscando água no Rio Nilo'' e pandeiros.
Para a professora, as aulas de dança do ventre são ''exercícios com prazer. Além de aprender a cultura, também se exercitam'', avisa. ''Há também o poder da auto-estima, porque através dos movimentos, a mulher consegue tirar beleza do próprio corpo'', diz Renata. As aulas de dança do ventre também diminuem as cólicas e ainda corrigem a postura nos movimentos de alongamento.
Há alguns anos a dançarina ganhou projeção nacional ao aparecer na televisão em uma participação na novela O Clone. ''Quando viajo para alguns países que a novela está sendo transmitida também sou reconhecida'', conta. Mas são as participações em festivais internacionais que mais animam a dançarina. ''Há quatro anos seguidos sou convidada para participar de um festival em Portugal. Estou indo para o México e tenho uma proposta para ir à França também'', avisa Renata, que concilia as viagens com as aulas.
Segundo Renata Lobo, a dança do ventre foi introduzida no Brasil há cerca de 45 anos pela pioneira Sherazade. Mas o figurino duas peças que hoje é tão ligado à dança têm sotaque hollywodiano dos filmes glamourosos dos anos 1950. No modelo mais tradicional usado pela dançarina, o preto e o dourado se contrastam deixando apenas pés e mãos à mostra.
Nos planos da professora o destaque é para a formação de um grupo paranaense para montar um espetáculo que irá ''divulgar a dança árabe com profissionalismo'', adianta Renata.
Serviço: Escola Renata Lobo Fone: (43) 3323-4499

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