Não é porque o Fashion Rio pulou a sua edição Inverno 2015 que o Rio de Janeiro deixou de apresentar as suas coleções para a estação fria. Em uma edição especial do Salão Bossa Nova, de moda e negócios, o Festival Imersões aconteceu na semana passada em um dos cartões postais do Rio de Janeiro, a Lagoa Rodrigo de Freitas.
Com a participação de 29 marcas, o evento contou com um press day que reuniu jornalistas de todo o País. Para a imprensa especializada, estilistas e grifes fizeram uma apresentação diferenciada das suas inspirações. Sem o vaivém dos desfiles, as coleções foram mostradas nas araras e em fotos de campanhas nas instalações do complexo Lagoon, formado por restaurantes, lojas, cinema e casa de shows.
Longe de ter um inverno rigoroso, o Rio de Janeiro segue exportando seu lifestyle para o resto do País, tropicaliente por natureza. "O Rio de Janeiro sempre fez uma moda conectada com o estilo e a atmosfera da cidade. Por isso, nada mais apropriado do que mostrar essa moda ao lado de outras manifestações criativas que influenciam ou são influenciados por ela na composição desse estilo de vida", diz Eloysa Simão, diretora do evento.
Nas apostas da moda carioca para o inverno não faltam nem mesmo opções de moda praia. Destaque para as coleções de Lenny Niemeyer e Blue Man, que por sinal faz um retrospectiva dos seus 42 anos e lança peças inspiradas em uma feira hippie. A estampa digital imita o crochê dos anos 1970 e a modelagem traz de volta a calcinha de lacinho.
Do grupo Agilitá, três marcas estiveram no Salão Bossa Nova. Além da própria Agilitá, a Fabulous Agilitá e a Litt também mostraram seus lançamentos invernais, investindo em animal print e renda. A calça flare é um dos hits tanto no dia a dia quanto em produções mais elaboradas.
Três ícones da moda carioca marcaram presença no evento: Mara Mac, Francesca Romana Diana e Glorinha Paranaguá receberam pessoalmente os convidados em seus estandes. Enquanto a primeira se inspira em Sombras para seu Inverno 2015 recheados de pinturas manuais, a designer de bijuterias mostrou as peças estampadas com as obras da italiana Morgan-Snell. Com a nora Naná Paranaguá na criação, Glorinha segue como nome e sobrenome de bolsas diferenciadas. No crochê com fios de seda, os tamanhos são diversificados.
Entre os destaques do Salão Bossa Nova, o espaço para jovens marcas foi brindado com a criatividade da Zerezes (óculos de sol), da Anas (sapatos), da Bentas (estamparia) e da Haight (roupas). Com outros dois sócios, Luiz Eduardo Rocha deu início à Zerezes há cerca de três anos e tem se esmerado na escolha da matéria-prima. A novidade do momento são os óculos produzidos à base de retalhos de acetato comprados em fábricas falidas do Rio de Janeiro. A madeira, material mais usado, é proveniente de jacarandás resgatados de ruas cariocas. Nas hastes, o endereço da rua e a numeração limitada emprestam um charme a mais para os óculos.

A jornalista viajou ao Rio de Janeiro a convite da organização do evento.

Fotos: Divulgação

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