‘‘Acho que o bullying é uma espécie de racismo. Quando eu entrei na escola, uns engraçadinhos da minha turma ficavam tirando sarro de mim, porque eu uso óculos. Aí eu contei para minha mãe e disse que não queria mais vir para a escola. Ela conversou com o pessoal da coordenação e eu mudei de turma. Agora está tudo bem’’.
Isadora Romero Brasil, 11 anos

  ‘‘Todo mundo já fez ou já sofreu o bullying. É uma forma de aparecer às custas dos outros. Teve um menino que o pessoal até criou uma comunidade no Orkut para falar mal dele. Eu já fui na coordenação para contar de um amigo meu que estava sendo zoado, mas acho que a pessoa ir lá falar não adianta porque o pessoal fica com raiva. O melhor é não se incomodar’’.
Vicente Garcia Heer, 12 anos

  ‘‘Eu já passei pelas duas experiências. Quando entrei na escola, o pessoal inventou que eu era gay, mas depois de um tempo eles pararam. Não sei exatamente porque. Também já tirei sarro dos outros, mas dá um peso na consciência fazer isso. Tenho dó porque sei que é ruim falarem da gente’’.
João Ricardo Azevedo Silva, 12 anos

  ‘‘Tinha um menino da minha sala que o pessoal ficava zoando e eu também fiz isso. Mas começou a me dar pena, porque ele ficava sozinho o tempo todo, não conversava com ninguém. Eu não agüentaria isso se fosse comigo. Daí nós começamos a conversar e viramos amigos. Hoje ninguém mais tira sarro dele’’.
Pedro Bellintani Baleotti, 12 anos

  ‘‘Comigo geralmente tem brincadeiras porque eu sou loira. Entre amigos, eu não ligo. Só uma vez que me incomodou. Existia uma briga minha com meninas de outra turma por causa do esporte. Elas ficavam me xingando e eu fui na diretoria contar. Também já defendi uma amiga que era alvo de bullying, mas não adiantou, o pessoal não parou de zoar com ela’’.
Anna Maria Garcia Cardoso, 13 anos

  ‘‘O pessoal tira sarro porque eu sou de Cambé. Ficam falando que eu venho para a aula de carroça, essas coisas. Estudo aqui há um ano e meio e hoje meu apelido é Cambé e eu até me acostumei com ele, mas gostaria que eles parassem. É coisa de quem quer se aparecer. Teve uma vez que briguei com um menino por causa dessas brincadeiras’’.
Vinicius Pascoeto Amaral, 12 anos

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