Depois de ‘‘Elegância - Como o Homem Deve se Vestir’’, livro que já vendeu cerca de 25 mil exemplares, o jornalista e editor de moda Fernando de Barros volta a ser destaque nas livrarias com seu novo título, ‘‘O Homem Casual’’. Partindo da idéia de que o estilo social está com os dias contados - mais especificamente o tempo que falta para o século 21, Fernando de Barros, 83 anos, prevê a substituição do social pelo casual.
Para o jornalista Matinas Suzuki Júnior, que assina o prefácio do livro, Fernando de Barros ‘‘é corajoso porque deixa de lado todas as cautelas, se arrisca a analisar um comportamento do vestuário masculino que ainda está em processo’’. Para confirmar sua tese, Barros faz um passeio pelo século 20, mostrando ao leitor o surgimento das peças que compõem o estilo casual, e também o desaparecimento de outras peças, como as casacas, que deram lugar ao terno. ‘‘O terno clássico, assim como acabou tomando sua forma e substituiu definitivamente as casacas, inaugurando um estilo menos pomposo, também está sendo passado para trás por uma roupa mais prática, confortável e não menos elegante’’, explica. ‘‘O terno clássico revela apenas que o homem tem dinheiro para pagar uma boa loja ou um alfaiate. A roupa casual revela que ele tem bom gosto e personalidade’’.
Logo no primeiro capítulo, Barros trata de esclarecer o que vem a ser o tal estilo casual. Para o jornalista, ‘‘o princípio do guarda-roupa casual é o chamado básico, que sugere jeans, camisa esportiva ou camiseta, sapatos confortáveis, blusão e tudo o que é necessário numa vida simples e prática’’.
E se o jeans é peça importante, Fernando de Barros não esquece o alfaiate norte-americano Jacob Davis, a quem também dedica o livro. Davis foi o primeiro a cortar e a costurar a calça jeans, a ‘‘roupa do século 19 que ajudou a mudar o século 20 e deu origem à transformação da roupa que entrará pelo século 21’’, argumenta Barros.
Mas o jornalista também faz questão de enfatizar a calça cáqui, que para ele é um novo ícone do estilo casual. ‘‘Seu papel agora é semelhante ao da calça jeans. É versátil e capaz de ser unida tanto a uma imagem mais clássica quanto à roupa mais informal. Leva uma vantagem sobre o jeans: é mais leve, portanto, mais apropriada para o calor’’, ensina. E além do jeans/calça cáqui, Fernando de Barros ainda indica ‘‘duas outras peças de roupa que se tornaram verdadeiros clássicos do estilo casual: a camiseta e a camisa pólo’’. Sobre as duas peças, o jornalista afirma que, ‘‘num país como o Brasil, de clima quente, onde as roupas são caras e a moda não conseguiu ainda cristalizar-se num estilo próprio, a camiseta e a camisa pólo se colocam quase como um jeito próprio de vestir do brasileiro.’’
Informações históricas são alinhavadas ao longo do livro com dicas de estilo e costuradas com respostas às dúvidas mais frequentes do homem ao se vestir. Tudo isso com o arremate de histórias interessantes de um dos mais importantes especialistas em moda no Brasil.Divulgação‘‘Casualidade não significa relaxamento’’, enfatiza Fernando BarrosKarla Matida

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