O que importa é o vínculo afetivo
A psicóloga Daniele Fioravante diz que nos dias atuais é muito mais comum os tios terem idade semelhante a dos sobrinhos, do que se imagina. Para ela, isso é consequência dos conceitos modernos nas relações humanas. Hoje as pessoas se casam mais de uma vez, outros têm filhos mais cedo ou bem mais tarde, fazendo com que os laços de parentesco ganhem diferentes contornos, diz.
Segundo ela, a criança só vai compreender claramente os graus de parentesco próximo aos cinco/seis anos. Antes disso, os pais devem explicar, porém sem vincular poder de autoridade e responsabilidade, geralmente atribuídos aos tios e tias.
Tudo deve se adequar à idade. Quando pequenos, eles não vão entender o porquê de ser tio ou sobrinho. Para eles, não faz e nem existe diferença. Agora, quando a criança atinge a idade entre os oito e dez anos, os pais devem cuidar para que ela não transforme a tarefa de cuidar e proteger em desculpa para se aproveitar do sobrinho, achando que manda nele.
Daniele acrescenta que o fato de ser tio ou tia muito cedo não atrapalha em nada, pois o mais importante é o vínculo afetivo que se cria em família.





