O que há no mercado
O ginecologista Dalmo Borges Ramos Júnior revela que há no mercado quatro tipos de contraceptivos que provocam a ausência da menstruação. Entre as novidades está o implante subdérmico, que oferece até três anos de proteção total; um tipo de dispositivo intra-uterino (D.I.U.) contendo hormônio, o contraceptivo injetável de aplicação trimestral e as pílulas de uso oral.
O implante subdérmico tem o formato de um tubinho, menor que um palito de fósforo e é inserido debaixo da pele, na região do braço. Ele libera diariamente na corrente sanguínea doses de hormônio que inibem a ovulação, evitando a gravidez.
Segundo o fabricante, o produto tende a diminuir o sangramento. Em 40% dos casos tratados com o implante foi observada a ausência da menstruação e a redução dos sintomas da tensão pré-mentrual (TPM). Apesar do tempo de duração, ele pode ser retirado a qualquer momento. Tanto a inserção quanto a retirada é feita no consultório pelo médico, em apenas alguns minutos.
Outra opção é o dispositivo intra-uterino (D.I.U.) com hormônio, ou endoceptivo, que promete até cinco anos de proteção. Ele consiste de uma pequena estrutura em forma de ''T'' que é inserida dentro do útero e que contém o hormônio em um cilindro colocado no corpo do equipamento.
A medicação torna o muco cervical mais espesso, dificultando a passagem dos espermatozóides e a fertilização do óvulo. Ele inibe a motilidade dos espermas no útero e nas trompas. O endoceptivo inibe ainda o crescimento do endométrio tornando-o desfavorável à gravidez.
O fabricante informa que com ele pode ocorrer um sangramento menstrual mais curto e menos intenso, ou nenhum sangramento. A inserção é feita pelo médico no consultório. O procedimento pode provocar um leve desconforto.
Já o contraceptivo injetável, de aplicação trimestral, é composto apenas de progesterona. Depois de aplicada, a medicação fica depositada no músculo e é lentamente liberada na corrente sanguínea. As pílulas diferem da medicação tradicional apenas na quantidade as cartelas, ao invés de 21 comprimidos, têm de 28 a 30 comprimidos e são ingeridas sem pausa alguma.
A indicação do uso do contraceptivo, de acordo com o médico, é feita depois de uma avaliação para detectar fatores de risco, como obesidade, tabagismo, diabetes, presença de varizes, hipertensão arterial e antecedentes de trombose. ''Afastados esses riscos, a opção é sempre pelo produto de baixa dosagem hormonal'', explica. Para pacientes que fumam, a orientação é por contraceptivos à base de progestágeno.
Apesar do critério ser o mesmo para todas as mulheres, independentemente da idade, Dalmo destaca que é preciso uma avaliação individual de cada paciente. O ginecologista informa ainda que nenhum desses produtos microdosados sofre alteração na capacidade contraceptiva. (C.G.)





