O que elas querem?
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quinta-feira, 02 de março de 2006
Da Editoria<br> Reportagem Local 
Na década de 30, as mulheres tiveram direito ao voto. No século 19, chegaram à universidade. Durante a Segunda Guerra Mundial começaram a trabalhar fora de casa e, no século 20, assumiram cargos na política e em outros redutos masculinos.
Mas foi a partir dos anos 60 que elas iniciaram sua grande batalha por conquistas individuais, uma luta que está longe de acabar. E foi, sem dúvida, o surgimento da pílula anticoncepcional, o ponto de partida para a busca constante de liberdades individuais que chocaram (e ainda chocam) o mundo machista.
Depois vieram as lutas pelo prazer sexual, pela liberação do aborto aprovada em muitos países , pela licença-maternidade e por leis de proteção contra o assédio sexual, além da conquista da estabilidade no mercado de trabalho e de condições iguais de salário e carreira.
Mas afinal, o que as mulheres querem hoje depois de muitos embates e tantas vitórias? Ainda que alguns ícones femininos discordem, as grandes realizações da mulher continuam sendo construir uma família, ser mãe, ter um relacionamento estável e prazeroso com o parceiro e ser bem-sucedida profissionalmente. Obter equilíbrio e sucesso nessas diferentes áreas é o maior desafio da mulher hoje em dia. Ser meio feliz não é suficiente para ninguém, diz a consultora de processos Carmo Del Pino. (Colaborou Herika Fondazzi)
Estabilidade no emprego e igualdade ainda é o maior problemas das mulheres. Não penso em ficar só em casa cuidando de marido e filho. Acho importante trabalhar e, na minha profissão, não é difícil conseguir emprego.
Gracy Kelly Alves,
27 anos, professora, casada
Conseguir emprego ainda é difícil para as mulheres. Por causa da licença- maternidade, muitas empresas preferem homens. Ainda assim meu desejo é trabalhar e, quando estiver segura no emprego, constituir uma família.
Renata Oliveira Toffolo,
16 anos, estudante, solteira
Encontrar alguém legal e casar é muito complicado hoje em dia. As mulheres estão muito fáceis e os homens não querem nada sério. Mas não dá para pensar só nisso, porque o lado profissional também é muito importante.
Fernanda Tiviroli, 17 anos, vendedora, solteira
O desafio hoje é dar conta de trabalhar e ser mãe, esposa, amiga, tudo ao mesmo tempo. A dupla jornada é difícil, mas dá para conciliar tudo. A mulher que trabalha tem mais assunto com o marido e é independente. Tenho um filho mas não penso em ficar em casa.
Márcia Correia Alvarenga, 32 anos, manicure, casada
Por causa da independência financeira, a mulher ficou sem tempo para se divertir e se dedicar à família. Agora, a preocupação é só trabalhar e melhorar de vida. Penso em ter uma família sem deixar de trabalhar.
Sílvia Gracieli Hulse de Souza, 24 anos, estudante, solteira
Os salários desiguais ainda existem e são um problema para a mulher hoje. Conseguir emprego é mais fácil porque as mulheres resolvem mais rápido os problemas. Casar não é um problema, mas é difícil encontrar um homem à altura da mulher de hoje.
Maria Doni, 41 anos, professora


