Sepse era conhecida antigamente como septicimia ou infecção generalizada. No entanto, hoje, a doença é definida como uma resposta inflamatória generalizada e exacerbada do próprio organismo contra uma infecção, afetando o funcionamento de vários órgãos. As principais causas são pneumonias, infecções urinárias e ferida operatória. Habitualmente, pacientes com esses quadros infecciosos apresentam reação inflamatória apenas na região da infecção. Por outros fatores, algumas pessoas desenvolvem uma inflamação sistêmica, fazendo com que haja lesão em outros órgãos.

Como a sepse pode ser diagnosticada?

Embora não existam sintomas específicos, todos os pacientes que estão passando por um quadro infeccioso e apresentam febre, aceleração do coração, respiração mais rápida e, pelos menos um dos sinais de gravidade pressão baixa, menor volume de urina, prostração intensa ou confusão mental (principalmente idosos) devem procurar o serviço de emergência ou seu médico.

Existem diferentes tipos de sepse?

Sim. A mais leve é quando o paciente apresenta apenas febre, mal-estar e coração acelerado. É chamada apenas de sepse. Quando o paciente apresenta algum dos sinais de gravidade, ela passa a se chamar sepse grave ou choque séptico. Neste último a pressão é muito baixa e só remédios específicos, aplicados dentro do hospital, podem regular a pressão.

Quem teria mais riscos de adquirir a sepse?

Algumas pessoas têm maior chance de ser vítimas da sepse:

q Prematuros, crianças abaixo de 1 ano e idosos acima de 65 anos
q Portadores de imunodeficiência: câncer, quimioterapia, uso de corticóide, doenças crônicas e Aids
q Usuários de álcool e drogas
q Vítimas de traumatismos, queimaduras, acidentes automobilísticos e ferimentos à bala
q Pacientes hospitalizados que utilizam antibióticos, cateteres ou sondas



Fonte: ILAS Instituto Latino-Americano de Sepse www.sepsisnet.org

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