Ainda não se sabe exatamente a origem da doença, descrita pelo médico inglês James Parkinson, em 1817. No entanto, a medicina já concluiu que trata-se de um distúrbio neurológico, progressivo e degenerativo que afeta determinada região do Sistema Nervoso Central (SNC), denominada Substância Negra. Nessa região, há uma infinidade de neurônios (células diferenciadas do SNC) que produzem o neurotransmissor dopamina - que comanda os movimentos, o equilíbrio e a capacidade de andar. A ausência da dopamina é responsável pela manifestação dos sintomas da doença. Tanto homens, como mulheres podem ser afetados.
Hoje, com o avanço da medicina, o parkinsoniano tem uma qualidade de vida muito melhor do que há 15 anos. As principais vítimas da doença são pessoas com idade acima dos 60 anos, podendo também atingir os mais jovens. A literatura médica já registrou casos de adolescentes vítimas do mal. Diversos fatores podem desencadear o Parkinson, entre eles genéticos, hereditários e ambientais.
Entre os ambientais destacam-se os tóxicos, como defensivos agrícolas, resíduos de metais e químicos. E, como a doença é multifatorial, deve-se ainda levar em consideração que a somatória de vários fatores podem resultar no mal. O Brasil não dispõe de dados estatísticos sobre o mal de Parkinson, mas estima-se que existam de 150 a 200 casos por 100 mil habitantes. Dados do IBGE indicam que 4% da população brasileira está na faixa acima dos 65 anos.
De acordo com os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), aproximadamente 2% da população européia, com idade superior a 65 anos, apresenta a doença. E o Instituto do Parkinson estima em um milhão o número de norte-americanos portadores desta doença. A conclusão é de que, com a tendência de envelhecimento da população mundial, haverá um considerável aumento dos casos de mal de Parkinson.

mockup