Beijo, beijinho, beijoca, ósculo... Vários podem ser os termos designados para um dos gestos mais afetuosos do ser humano e que povoa sua mente desde a mais tenra idade. É muito comum o bebê aprender a dar beijinhos antes mesmo de falar; na infância, já sabendo exatamente o que é o beijo, a criança se depara com histórias como a da Bela Adormecida. E o beijo começa a ganhar uma outra conotação, ainda que subjetivamente. Afinal, qual menina não quer ser despertada pelo beijo de um príncipe, e qual menino que não deseja imensamente ser o príncipe para beijar a tal princesa? É algo tão especial que ganhou até um dia em sua homenagem: 13 de abril é Dia Internacional do Beijo.
Na pré-adolescência, o beijo ganha, de fato, uma relação mais sensual. A menina passa a ver que aquele príncipe de faz-de-conta de anos passados, se parece muito com o colega da carteira ao lado. E basta o amigo identificar na garota a princesa para que o beijo surja na sua mais intensa concepção: o gesto principal que simboliza a troca de carinho, de afeição, de atração. De amor. Os mais românticos dizem até que o beijo funciona como uma espécie de termômetro: se o parceiro(a) não gosta de beijar na boca é porque o amor está padecendo.
Asas à imaginação Assim como o próprio relacionamento, o beijo também amadurece. Basta lembrar do primeiro. Qual adolescente não se desesperou pelo fato de não saber beijar na iminência do primeiro encontro? ‘‘Treina na laranja’’, aconselham os amigos(as). Depois, ninguém consegue entender como alguém pôde, um dia, achar que beijar e chupar laranja é ‘‘muito igual’’. Bom, dos primeiros beijinhos singelos – os chamados ‘‘selinhos’’ ou ‘‘bitocas’’ – até o beijo mais ardente, existe todo um processo. ‘‘Nos casos do beijo de amor e do beijo apaixonado, quando são bons, dão asas à imaginação e deixam aquela sensação gostosa e até saudade’’, lembra Eduardo Lambert, autor de ‘‘A Terapia do Beijo’’ (Editora Pensamento).
Um parêntese: o beijo desperta no organismo humano mais do que prazerosas sensações. Ele é o responsável por desencadear o que se costuma nominar de ‘‘química do amor’’. De início, vale dizer que para se dar um beijo são mobilizados 29 músculos, sendo 17 deles linguais. O gesto ainda favorece o aparelho circulatório, os cerca de 70 batimentos cardíacos sobem para 150, melhorando a oxigenação do sangue. No beijo há uma considerável troca de substâncias: 9 miligramas de água, 0,7 decigramas de albumina, 0,711 miligramas de matérias gordurosas, 0,45 miligramas de sais minerais, hormônios, 18 substâncias orgânicas, bactérias (cerca de 250) e vírus.
Homens beijam pouco Para o homem, contudo, o mais importante é a sensação de prazer que o ato proporciona. Isso acontece porque o beijo estimula no cérebro a produção de endorfinas, substâncias responsáveis pela sensação de bem-estar – conhecidas como os ‘‘hormônios da felicidade’’. A queixa mais comum entre as mulheres, segundo o médico e psicoterapeuta Moacir Costa, é de que os homens beijam pouco. Ou só lembram de beijar durante o ato sexual. ‘‘Para a mulher, o beijo é um sinal de envolvimento afetivo e amoroso. E é muito importante que o casal nunca se esqueça de que o namoro deve continuar existindo sempre no casamento, com muitos beijos’’, recomenda.
Outro aspecto interessante do beijo é o calórico. Isso mesmo! Beijar queima calorias. Acredita-se que um beijo caprichado consuma cerca de 12 calorias e, somado a uma relação sexual completa e longa, em torno de uma hora, pode queimar algo em torno de 600 calorias. E, sem dúvida alguma, perder quilos amando é infinitamente mais atraente do que malhando numa academia de ginástica.

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