Rosângela Vale
Perder peso é um desafio constante para muita gente. As facilidades da vida moderna - como o controle remoto, as escadas rolantes, a direção hidráulica e os vidros elétricos - são apontados como alguns dos responsáveis pelos quilos extras que tanto incomodam. De 1980 para cá, a quantidade de mulheres obesas no Brasil cresceu 40%, a de homens, 30%. Considerada uma doença crônica, a obesidade é um desafio para os médicos porque envolve muitos fatores. O genético é um deles. ‘‘Crianças com pais obesos têm 80% de chances de também ser obesas’’, informa a médica endocrinologista Cláudia Regina Spinosa, docente no curso de Medicina da Universidade Estadual de Londrina.
Novos medicamentos como o Xenical, vêm de encontro às expectativas de milhares de pessoas que sonham com uma imagem esguia refletida em seus espelhos. Mas não se trata de uma solução milagrosa. Milagre, aliás, é uma palavra inexistente no vocabulário do emagrecimento. Mudar os hábitos alimentares e dar adeus ao sedentarismo continuam sendo as armas mais eficazes contra o problema. É o que afirma a endocrinologista em entrevista à Folha da Sexta:

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