O outro lado da história
Se para muitas mulheres, estabilidade profissional e um bom tempo de convivência com o parceiro são fundamentais na decisão de ter filhos, o que dizer daquelas que se vêem mães em plena adolescência e ainda no início de um relacionamento? Pois foi o que aconteceu com Eliane Andrea dos Reis, 35 anos e dois filhos: Leonardo, 15 anos, e Gustavo, 18.
Sorridente e brincalhona ao lado de seus pimpolhos, ela mais parece a irmã mais velha. Muitos dos que a vêem junto com a turma dos garotos jogando boliche, na pescaria ou nas festas, já deve tê-la considerado como tal. Sou muito companheira. As outras mães dizem que os filhos não as querem por perto. Nunca senti isso, conta. Ela é amiga dos nossos amigos, confirma o caçula Leonardo. Essa proximidade proporcionada pela pouca diferença de idade é, certamente, uma das vantagens de vivenciar a maternidade tão cedo.
Grávida aos 16 anos, depois de 10 anos de namoro, e com o o futuro marido ainda na faculdade, Eliane lembra que, depois de passado o susto inicial, enxergou a situação com serenidade. Tive grande apoio dos meus pais, diz ela, relacionando a sua reação à forma responsável com a qual foi criada. Sempre tive que trabalhar para ajudar em casa. Durante a gravidez, buscou todas as informações necessárias sobre o assunto e se considerou bem preparada para a situação. Tanto que não apelou para a ajuda da mãe. Nunca quis que ela dormisse na minha casa para me ajudar com o bebê. Assumi mesmo, diz.
Coruja ao extremo, Eliane garante que os filhos nunca deram trabalho. A maternidade foi uma benção para mim. Seu único lamento é ter parado de estudar, problema que ela espera solucionar em breve. No final do ano, vai tentar o curso de Estilismo em Moda e compartilhar a experiência do vestibular com o filho mais velho. (RV)





