O mundo mágico dos sons
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 14 de agosto de 1997
Celso Mattos 
Paulo WolfgangDepois de passar por todas as etapas da musicalização, Jan Walter Stegmann optou por tocar violãoApós anos e anos de estudos sobre a inteligência dos bebês, os pesquisadores têm sido taxativos: talento não se herda. Para uma criança se tornar mais apta que a média, é fundamental que sua capacidade seja estimulada desde o nascimento. Um estímulo que precisa ser dosado para não submetê-la a um bombardeio de informações. Afinal, estimular não significa queimar etapas. Uma pesquisa realizada na Universidade de Irvine, Califórnia (EUA), mostrou que a música é um dos estímulos externos mais eficazes para ampliar o nível de raciocínio e de inteligência das crianças.
O resultado desta pesquisa, realizada com 19 pré-escolares, mostrou que após ouvirem música frequentemente durante oito meses, essas crianças se tornaram capazes de montar quebra-cabeças complexos e apresentaram um quociente de inteligência espacial 80% superior a de outras crianças. No entanto, além de ser pouco incentivada no Brasil, a educação musical é a primeira coisa a ser eliminada quando a família tem seu orçamento doméstico reduzido.
Dorico da SilvaLetícia Rozolen ainda está indecisa entre o piano e o tecladoA professora de musicalização infantil Katia Silva Ribeiro Araújo, reforça os resultados da pesquisa, ressaltando que a música desperta na criança o sentido de lateralidade, de percepção visual, auditiva e rítmica, de orientação espacial e temporal, além de trabalhar o lado psicomotor, afetivo e cognitivo. Esses fatores são fundamentais para o desenvolvimento intelectual do ser humano, afirma Katia, que ensina musicalização para bebês a partir dos 8 meses de idade. É como aprender um segundo idioma, quando mais cedo começar melhor. Entretanto, é preciso respeitar as fases do crescimento. O ensino de música precisa ser algo lúdico. A criança deve aprender brincando.


