Os encontros virtuais estão se tornando cada vez mais comuns e os cupidos cibernéticos não param de flechar novos corações solitários. É a tecnologia a serviço do amor. Através dos vários chatters disponíveis na Internet, pessoas do mundo inteiro estão fazendo amizades, namorando e até se casando. Só no Brasil, existem cerca de três milhões de usuários de Internet e, aproximadamente, 280 mil usam os chatters para bate-papo. De acordo com dados do Ibope, a maioria é composta de pessoas solteiras, separadas e viúvas.
O assunto já virou tese de doutorado, novela e, agora, está chegando à telona em dois filmes. Hoje, está estreiando no Brasil ‘‘Mens@gem para Voc꒒, com Tom Hanks e Meg Ryan. O filme resgata a velha fórmula do romance água-com-açúcar, mas acrescenta um ingrediente novo e poderoso: o amor virtual. O tema também está presente em ‘‘Bossa Nova’’, novo filme de Bruno Barreto, no qual a personagem de Fernanda Torres apaixona-se, via e-mail, por um engenheiro americano.
Da ficção para a realidade, as coisas não mudam muito. A secretária executiva Márcia Bastos de Almeida, 41 anos e o programador Wilmer Wallace Muller, 37 anos, ficaram noivos depois de se conhecerem via Internet. ‘‘Nós nos correspondemos através de e-mail por dois meses. Aí, eu a convidei para ir ao cinema. Primeiro, ficamos amigos e depois namorados’’, conta Wilmer Wallace. ‘‘Estamos pretendendo nos casar até o final deste ano’’, acrescenta Márcia Bastos. Ela revela que colocou seu perfil no ‘‘uol’’ e no ‘‘zaz’’, destacando que estava à procura de alguém alegre e de bem com a vida. ‘‘E, o Wilmer é justamente o homem que eu estava procurando’’, afirma.
Ela confessa que colocou seu perfil na Rede porque estava carente. ‘‘É uma forma de você procurar alguém sem se expor muito. Várias pessoas leram meu perfil e entraram em contato comigo, mas foram os e-mails divertidos do Wilmer que me conquistou’’, garante Márcia Bastos. Para Wilmer Wallace, a Internet é uma ótima forma para conhecer novas pessoas, mas precisa ser bem utilizada. ‘‘O problema é que devido ao anonimato, muita gente faz da Rede um mecanismo de realizações de fantasias. Por isso, existem muitos casos em que as pessoas entram numa fria e acabam vivendo uma grande decepção’’, observa Wilmer.

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