O mal de respirar pela boca
Um dos piores hábitos do ser humano é o de respirar pela boca. Muita gente tem, mas pouquíssimos sabem o quanto isso é prejudicial para a saúde. Pode acarretar males irreversíveis, doenças respiratórias, inanição, problemas de coluna, distúrbios da fala e do aprendizado, falta de concentração e uma série de problemas psicológicos. O ronco, a mais evidente sequela da respiração bucal, já levou muitos casais ao divórcio. E uma legião de crianças se transforma em adultos inseguros e insatisfeitos por causa desse hábito.
Em Maringá, um grupo de profissionais de saúde está desenvolvendo um trabalho pioneiro no Paraná. O Centro Integrado do Respirador Bucal, que será inaugurado em agosto, vai fazer um esforço concentrado para cercar e solucionar o problema ainda na primeira infância, evitando que a respiração bucal desencadeie outros males.
AntesA boca de uma criança que respirava erradoEsse tipo de trabalho multidisciplinar é feito no Brasil em apenas três ou quatro capitais. A idéia do grupo maringaense começou com a pediatra Vera Beltran. Ela não sabia mais como tratar sua filha, Liane, que tinha 4 anos quando o problema foi diagnosticado. De tanto respirar mal (pela boca), Liane era uma criança magrela, nervosa e roncava demais. Ela perdeu parte da audição por causa de obstruções nasais. Retiramos a adenóide e ela continuava fazendo o mesmo quadro, conta a médica, que decidiu estudar o problema da filha. Fez diversos cursos, e conversando com alguns profissionais, descobriu que existe uma síndrome do respirador bucal. Ela pode ser controlada mais depressa se houver uma integração entre os profissionais que vão tratar dos pacientes. Depois do tratamento integrado, Liane, hoje com 9 anos, recuperou o peso, está mais forte, alegre e de bom humor, conta a mãe da menina.Algumas profissionais da equipe do Centro do Respirador Bucal: Vera Beltran, Mariane Arns e Tânia Akimoto
Celina Alonso Az





