Os primeiros trajes de banho que começaram a surgir em 1900 sobre a face da terra, ou melhor, das praias, eram muito mais destinados ao banho de sol do que ao de mar. Feitos em tecidos como sarja, lã penteada e até mesmo flanela, ficavam pesados demais quando molhados, tornando-se extremamente desconfortáveis. A tendência era cobrir o máximo possível do corpo. O que era reforçado ainda mais por chapéus e óculos enormes.
A transição do maiô para o biquíni teve presença marcante na década de 60. Nesta versão coloridíssima, o maiô, de costas, dá a impressão de um biquíni. O calção também segue a mesma linha de ousadia e fica mais curtoFeitos inicialmente em duas peças, os primeiros maiôs só começaram a evoluir, quando os americanos criaram a chamada malha elástica para compor o novo visual das praias: o maiô de uma única peça, tanto para as mulheres como para os homens.
Estampas miúdas e coloridas nos biquínis atuais. As saídas imitando minissaia, dão o toque final à produçãoJá na década seguinte, a roupa de banho parecia atingir o máximo da ousadia. As costas nuas, reforçadas pelo uso da chamada frente única, começaram a deixar os maiôs femininos menores, enquanto os homens ainda lembravam a figura do marinheiro Popeye.
O biquíni de bojo sem enchimento começa a dar uma forma mais definida aos seios. As calcinhas grandes lembram os shortinhos atuais. E os calções masculinos ainda são bem compridos, para a versão 1960
Mas foi mesmo no período pós-guerra, no final da década de 40, que a invenção de tecidos mais leves e de secagem rápida ajudou a popularizar ainda mais o uso das roupas de banho que, agora sim, podiam ser chamadas por esse nome. Com a extinção de muitas plantações de algodão, o produto começou a ficar escasso, forçando os estilistas à criatividade e à economia de tecido. O resultado foi o surgimento de trajes compostos novamente por duas peças, só que desta vez, muito menores.
Mais ousados, os modelitos de 1970 aparecem bem menores e coloridos, mas ainda sem perder a seriedadeE se isso já não bastasse, para reforçar a beleza de estrelas como Marilyn Monroe, os biquínis também ganharam barbatanas e estrutura de espartilhos para afinar a cintura e levantar o busto.
Na década de 60, contrariando todas as regras desde a criação dos trajes de banho, começaram a aparecer peças bem menores e mais cavadas do que o convencional. Uma espécie de preparação para a bomba dos anos 70, quando surgiram os biquínis amarradinhos nas laterais, batizados de tangas. Composta por dois minúsculos triângulos de tecido, presos por tiras amarradas nos quadris, a tanga foi, provavelmente, uma das menores versões para os trajes de banho, ficando atrás apenas do fio dental.
Estampa florida para o verão de 98, parte de cima com diferentes maneiras de amarrar. As sungas ficam maiores e com detalhes laterais‘‘É fácil de entender o que aconteceu’’, explica a produtora de figurinos Schirley Ethel, da Bastidores Fantasias. ‘‘Basta imaginar a vida da mulher do fim do século passado, que usava adereços como luvas e chapéus. É claro que ela ficava muito mais elegante, mas naquela época ela também tinha muito mais tempo para se vestir e mesmo para bordar e fazer suas roupas. O mesmo aconteceu com os biquínis. Você já imaginou uma surfista de hoje, com um biquíni ou maiô daquela época? Perdeu-se em glamour, mas ganhou-se em praticidade’’.
Sungas nem tão pequenas asssim, mas com detalhes laterais, marcam a década de 90. As cores também deixam de lado a discrição
E que o digam os atuais fabricantes. Para a versão 98/99, a tendência não é nem pelos pequenos, nem pelos gigantescos biquínis. E sorte de quem foi adepto da moda dos anos 70. É justamente ela que volta com força total, diferenciada apenas pelos tecidos e cores.
‘‘Normalmente, os fabricantes costumam seguir duas tendências, explica Sergio Daitschman, gerente comercial da KAS, fábrica de roupas de banho e ginástica. ‘‘Uma que vai do Rio de Janeiro para cima, e outra que vai do Rio de Janeiro para baixo. No nosso caso seguimos a tendência doTecidos em cores mais alegres e um pouco mais maleáveis para a versão da moda praia de 1940 a 1950. O bojo nos maiôs deixava a mulher mais glamourosa, lembrando estrelas como a inesquecível Marilyn Monroe. Estampas coloridas também já começavam a aparecer nos calções de banho masculinos
sul, e aqui, no momento, se firmam as mesmas cores dos tecidos usados no vestuário. Assim, os biquínis, maiôs e sungas aparecem em diferentes tons de cinza e azul. A modelagem continua com a característica dos anos 70, seguindo a mesma linha do verão passado. O que todo mundo quer é uma modelagem perfeita para mostrar o corpo malhado na academia’’.
Ficha técnica:

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