O lado bom da mudança
Passada a fase de adaptação, uma recente divisão de turma no Externato PGD teve resultado positivo. Alunos que vinham juntos desde o maternal foram separados no pré-3. A coordenadora pedagógica Fabíola Góis e Silva explica que o forte vínculo de amizade gerava também constantes conflitos.
Fabíola entende que o contato com novos amigos é gerador de novas e ricas experiências para a criança. Salienta que o papel do professor é fundamental no processo ao destacar o lado bom da mudança. Entre as estratégias de adaptação, a pedagoga comenta o encontro das turmas na hora do lanche e das brincadeiras no parque. Eles sentem saudades uns dos outros e é gostoso observar este reencontro.
Para a coordenadora pedagógica do ensino médio do Colégio Universitário, Maria Rita Sanches, a mudança de turma é um desafio para alunos fazerem novos amigos. A escola segue alguns princípios para a separação das turmas que, em geral, acontece no início do ensino médio.
Indisciplina é fator decisivo para a divisão. Maria Rita frisa, contudo, que o principal objetivo da mudança é proporcionar aos estudantes entrar em contato com novos modelos de comportamento, de condutas familiares. Ela lembra o comentário de uma mãe sobre a separação dos grupos: Meus filhos me achavam muito rígida, mas constataram que mães dos novos amigos de sala eram bem mais que eu.
Não são poucos os pedidos para que amigos permaneçam na mesma sala. Pais, muitas vezes, endossam o desejo dos filhos. Dentro das possibilidades, diz a coordenadora, a maioria tem a requisição aceita. O interessante é que, não raro, com o retorno acertado, alguns voltam atrás e optam permanecer com o novo grupo de colegas. É muito importante que nessa fase da vida estudantes deixem o porto seguro e ampliem o círculo de amizade, ressalta Maria Rita. (V.A.P.)





