Nos próximos anos, novas armas para combater o câncer de colo de útero estarão disponíveis: mais exames para detectar lesões precursoras e vacinas contra o HPV estão a caminho. Estas foram algumas das boas notícias apresentadas no 19º Congresso Internacional sobre o Papilomavírus, que aconteceu mês passado, em Florianópolis, reunindo médicos, estudantes e pesquisadores de vários países para uma programação intensiva de palestras ministradas pelos maiores especialistas no assunto. Foi a primeira vez que o evento, de dimensões mundiais, aconteceu em solo latino-americano.
De acordo com a bióloga Luísa Villa, do Instituto Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer, que promoveu o Congresso, uma das apresentações mais importantes, considerada um momento histórico da área, foi primeiro estudo de fase dois da vacina contra o HPV. ''Os resultados indicam claramente que a resposta imune das voluntárias, quando comparadas a das que não receberam a vacina, é no mínimo 50 vezes maior'', informa. Segundo ela, em dois anos de estudo, as mulheres que receberam a vacina não tiveram novas infecções. Os testes, entretanto, ainda levarão um tempo para serem concluídos. Especialistas estimam que a vacina só estará no mercado daqui a cinco ou dez anos.
Outros estudos demonstraram que uma determinada proteína celular pode ser detectada, indicando com muita precisão a presença de células anormais no tecido do colo do útero e facilitando a prevenção do câncer. A bióloga destaca ainda a notícia de um teste que permite maior nitidez que o Papanicolau na localização das lesões precursoras de câncer no útero. Desenvolvido por pesquisadores alemães, o exame deve estar nos consultórios dentro de dois a quatro anos, acredita Luísa

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