O galã das bombas
Marcos BorgesCom pinta de galã, o frentista Lúcio Nóbrega recebe cartas de admiradoras e cantadas das clientes mais abusadas
Se a beleza no visual é uma tendência dos postos de combustíveis, porque não um frentista bonitão? Trabalhando há quatro anos entre bombas e mangueiras, o frentista Lúcio Nóbrega, 24 anos, já se acostumou aos olhares ávidos das clientes do posto. Pinta de galã é o que não lhe falta, muito menos gel no cabelo, sempre impecável.
Em horário de expediente, Lúcio mantém o profissionalismo e dispara: Aqui eu sou funcionário, mas pode até surgir um diálogo, conta Lúcio. Cantadas, histórias? Recebi uma carta de seis metros com a frase eu te amo escrita umas 960 vezes. A autora de tal arroubo ele só conhece de vista.
Mas nem só as mocinhas se dão ao luxo do atrevimento; mamães de família também entram nas histórias do frentista. Tem uma senhora que fica dizendo que quer que eu seja o genro dela,
Os colegas de trabalho também não deixam por menos e estão sempre brincando com o frentista-galã. O Ibope do posto cresceu depois que ele saiu no jornal, conta um amigo, lembrando o episódio em que a foto de Lúcio foi publicada na coluna social. As clientes têm preferência por ele, garante o colega.
Solteiríssimo, sem empecilhos tipo namorada ciumenta, Lúcio garante que só curte. Depois dessa, com certeza o consumo de combustível deve aumentar num determinado posto da cidade.





