O fim de um sonho
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 13 de novembro de 1998
ReproduçãoCelso Mattos 
Às portas de um novo século e à luz de uma sociedade que se caracteriza pela individualidade, ainda existem conceitos e situações que permanecem bastante enraizados no comportamento humano. O casamento, por exemplo, passou por grandes transformações, ficando menos tradicional e opressor, mas a interrupção desse vínculo continua esbarrando em problemas que o tempo não conseguiu superar. A separação continua, como disse certa vez o estudioso Igor Caruso, uma espécie de morte em vida. É o fim de um sonho e o medo de um recomeço.
Para a psicóloga Maria Zilah Brandão, a separação é o início de uma nova vida são mais dolorosos quando um dos parceiros mantinha com o outro uma relação de dependência. É preciso acabar com o mito de que o casamento deve ser uma relação de entrega total. Após a união, marido e mulher precisam ter pontos e momentos em comum, mas devem manter sua individualidade. Isso é fundamental porque serve para oxigenar a relação. O casal deve ter amizades em conjunto, mas também manter seus amigos de solteiro, seus hobbies, enfim, ter vida e objetivos próprios, afirma psicóloga.


