De todas as mudanças pelas quais passa a mulher durante a gestação, a do guarda-roupa talvez seja a mais problemática. Além de perder suas ‘‘peças de estimação’’, ela ainda tem que enfrentar a escassez de opções atraentes no mercado.
Para as privilegiadas que ganham apenas aquela barriguinha, sem prejuízos maiores para a silhueta, a tarefa de manter a elegância é relativamente simples. ‘‘É só adaptar o que ela gosta de usar à nova numeração, mantendo o estilo próprio’’, ensina Fátima Ericsson, da Rouparia Brasil, que dá algumas sugestões para fugir da ‘‘roupa de grávida’’. Segundo ela, twinset com saia ou com vestido garantem um visual moderno e são perfeitos para o clima mais frio desses dias.
Já Nélio Pinheiro, da Overloque, acha que a mulher deve explorar as novas formas que o seu corpo ganha com a gravidez. ‘‘É uma beleza de momento’’, define. Para ele, a sensualidade da barriga e dos seios tem que ser valorizada, o que pode ser feito através de decotes e transparências. A dica é usar saias mais baixas e levemente evasês.
A Folha da Sexta pediu aos estilistas que criassem alguns looks especiais para esta edição. Cada um a seu estilo, eles deram suas interpretações ao tema ‘‘gestante’’. Usando materiais como crepe de lã e tecido estofado, Nélio apresenta duas versões de saia abaixo dos joelhos. ‘‘É um comprimento confortável’’, diz. Na parte de cima, um longo casaco de crepe de lã ou um poncho de musseline sobre regata básica de malha, peças perfeitamente usáveis depois da gravidez. ‘‘Para uma mulher prática e atuante, que quer parecer bem arrumada e diferente durante esse período’’, observa ele.
O estilista e costureiro Osman Saucedo criou uma opção para quem deseja camuflar um pouco a barriga. ‘‘O movimento das sobreposições no viés e os bordados sobre o busto dissimulam o estado de gravidez’’, explica. O vestido para a noite ganha leveza com o crepe de seda pura.
Fátima Ericsson pensou em três mães com histórias diferentes e criou vestidos tubo de tricô e chiffon. Um deles traz o desenho de uma cegonha na barra, inspirado nas adolescentes que acreditam em contos de fada e acabam se tornando mães solteiras. O outro evoca as imagens da ultra-sonografia, numa referência à mulher independente, dona do próprio útero. ‘‘É quase a história da inseminação artificial’’, explica a estilista. O terceiro modelo traz estampada a imagem da Virgem Maria, um retrato da ‘‘mulher bem-casada, vivendo uma vida perfeita, dessas que ninguém acredita que possa existir, mas que existe sim’’, garante Fátima.

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