O clássico e o moderno
Apesar da crescente procura por outras modalidades de dança, o balé ainda é o líder de preferência entre as crianças. A professora da Funcart (Fundação Cultura Artística de Londrina), Patricia Alzira Proscêncio, destaca que a procura é muito grande. Atualmente, para se ter uma ideia, o local atende cerca de 300 alunos entre 4 e 18 anos. ''Dos 4 aos 7, a criança participa das aulas de iniciação à dança. A proposta é mais lúdica e são ensinados somente alguns passos do balé, posições de pés e braços'', afirma.
A partir dos 8 anos, o nível de exigência aumenta. ''Passamos a impor mais disciplina e é necessário haver mais coordenação motora'', comenta, destacando que o balé trabalha o corpo como um todo. ''Além dos benefícios físicos, também são trabalhados memorização, expressão e socialização'', observa.
Para se tornar um bailarino profissional, é necessário pelo menos oito anos de estudo, aprendendo aspectos teóricos e práticos. A duração e a frequência das aulas vão aumentando gradativamente. ''No início são duas vezes por semana com aulas de 45 minutos. No terceiro ano, as aulas são diárias e com duração de uma hora e meia'', cita.
Patricia percebe que a procura pelo balé entre os meninos está aumentando.
''Os projetos ''Dança nas Escolas'' e ''Iniciação à Dança'', aplicados em algumas escolas municipais da cidade, incentivam os meninos. O preconceito maior vem dos pais'', lamenta.
Outra modalidade que também chama a atenção da garotada é o hip hop. A Casa da Dança, em Londrina, tem turmas diversificadas. Meninos e meninas se empenham para aprender os passos, que incluem acrobacias e improvisações. Com roupas largas e bonés, que conferem um efeito visual próprio, as crianças aprendem e se divertem com as batidas rítmicas e bem marcadas.(P.C.B.)





