A falta de autoconhecimento e de autoconfiança gera muita angústia, baixa autoestima e falta de controle. Desta forma, a psicóloga Juliana Bordin reconhece que fica mais fácil olhar para o outro do que para si mesmo. "É mais fácil eu apontar o erro do outro do que o meu", completa ela, lembrando que as redes sociais têm colaborado ainda mais para as inseguranças e, consequentemente, o ciúme.
"Quanto mais a pessoa submetida ao ciúme do outro aceita essa condição, mais ela passa a reforçar e sustentar esse sentimento. Isso porque ela também não sabe como se comportar", completa.
Antes de tentarmos "achar" um vilão e uma vítima para as histórias de ciúme, é importante lembrar que ambos representam os dois lados. "É preciso encarar os fatos, conversar sobre os erros e acertos. Viver em comunhão é viver democraticamente, onde cada um tem sua necessidade. Quando não existe este respeito, a longo prazo nada vai ser sustentado, ocasionando ou o término da relação ou uma escravidão emocional", analisa a psicóloga.
De acordo com ela, o combustível para o tratamento é o desejo da própria pessoa de mudar. Nesse contexto, a psicologia vai ajudar na retomada da autoconfiança. "Pois o ciumento é uma pessoa insegura e costuma também sofrer com outras pessoas e outros locais sociais. Portanto, nossa ideia é ajudar não nos apegando ao ciúme, mas em todos os contextos de vida da pessoa, como metas, objetivos e sonhos. Isso promove a autoestima e também a dramatização de se colocar no lugar do outro", assegura Juliana. (M.O.)

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