O chapéu de Indiana Jones é do Brasil
No início do século 20, os chapéus se tornaram verdadeiros objetos de desejo. Os presidentes Theodore Roosevelt e Getulio Vargas e o compositor Tom Jobim, eram adeptos do modelo Panamá. O pioneiro na tendência foi Santos Dumont, que já usava o seu, em 1906.
Até a metade do século 20, o chapéu fazia parte do figurino diário dos brasileiros. A partir dos anos 40 e 50, embora tenha mantido um mercado cativo, esse acessório deixou de ser um produto de consumo de massa. A retomada do movimento aconteceu com a moda das festas de rodeio, nos anos 80, e o ressurgimento do estilo country.
Produzir um chapéu é um processo longo que pode levar de 8 a 12 dias. A Chapéus Cury, de Campinas, é uma das empresas mais antigas do setor. Iniciou suas atividades em 1920, e manteve a tradição na fabricação do acessório que ainda é feito de forma artesanal. São 52 processos até chegar ao produto final. Depois de pronto, o chapéu passa por um rigoroso controle de qualidade antes de ser embalado e distribuído no Brasil e no exterior. Aliás, é da Cury o chapéu de Indiana Jones usado por Harrison Ford desde o primeiro filme da série.
As matérias-primas básicas para a produção do Panamá e outros modelos da emmpresa são a lã de ovelha e os pêlos de coelho e castor. (Da Editoria).





