Na platéia da palestra, Márcia Kobayashi, diretora da escola St. James, já andava discutindo as aflições digitais com os pais de alunos. ''Estavamos sentindo muitos problemas de relacionamento por meio da internet. O adolescente coloca o computador entre ele e o colega e as agressões ficam mais intensas. No mundo virtual, ele pode deletar e excluir o colega. Isso não acontece na vida real.
Mãe de três filhas, duas delas adolescentes, Márcia acredita que resgatar o momento familiar seja a solução. ''Nós sabemos que as mães chegam cansadas do trabalho e aí, o que é mais fácil? Deixar o filho quietinho no quarto em frente ao computador, é claro'', diz ela. ''Mas o diálogo é muito importante. Lá em casa, o jantar com toda a família presente é sagrado'', revela.
''Para que conversar via MSN? Por que não chamar os amigos para um churrasco, um chá da tarde?'', questiona. Ela também indica um aumento nas atividades físicas e no convívio social. ''Assim, sobra menos tempo para ficar na internet'', garante Márcia.
Além dos problemas de relacionamento, horas demais em frente ao computador também pioram o rendimento ''e interferem na ortografia'', lembra Márcia. (K.M.)

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