Há 14 anos a advogada Keli Bergamo se aprofundou no universo dos vinhos. Como boa descendente de italianos, adquiriu o hábito de consumir a bebida em casa, tendo seu pai, um casal de amigos e o ex-sogro como boas influências.
''Em 2003 passei a anotar em um caderninho todos os rótulos que consumia, dando uma nota particular a cada um deles, hábito que ficou notório entre meus amigos, que sempre me consultam para saber que vinho tomamos em determinada ocasião'', conta ela.
Tamanho conhecimento fez com que a jovem, de 32 anos, ocupasse, por dois mandatos, a presidência da Confraria de Londrina, uma das mais respeitadas do País. Keli, que não passa uma semana sem provar um rótulo, já viajou o Brasil e o mundo conhecendo vinícolas.
''Já estive em lugares onde o processo produtivo era feito exclusivamente por mulheres, em outras onde as barricas descansavam ao som de canto gregoriano, em forma de anfiteatro, por exemplo. O que mais me emociona é conhecer a história, o esforço dos envolvidos e principalmente a paixão que move a produção de cada garrafa. Uma vinícola que particularmente me impressionou foi a Villa Francioni, em São Joaquim, Santa Catarina, que nasceu do sonho de um empresário apaixonado por vinhos, que cuidou de cada detalhe, mas não chegou a ver sua primeira garrafa envasada.''
Tendo a oportunidade de participar de algumas degustações estreladíssimas, como do Vega Silícia Unico, o maior vinho espanhol, a expert no assunto acredita que ninguém precisa entender a fundo para amar essa bebida.
''O importante ao degustar novos rótulos é saber o que efetivamente lhe agrada e satisfaz. As descobertas que se iniciam numa degustação levarão a pessoa a querer saber mais e mais a respeito. Brinco que o vinho é um caminho sem volta.''

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| Foto: Olga Leiria
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