O assunto é...
A história de amor que Barbara Armelin leva com a moda não é de hoje. Desde a época das aulas de arte no colégio ela já se mostrava cheia de talento para o mundo das criações. ''Usava o liquidificar da minha mãe para bater jornal com água para fazer papel machê e criar objetos, gostava de pintar pratos, inventar quadros'', relembra.
Aos 24 anos, a responsabilidade dessa jovem formada em Moda na Universidade Estadual de Maringá é (de gente) grande. Tudo isso porque desde que deu vida a ''Cartas na Manga'' - uma grife de camisaria e alfaiataria - sua rotina se transformou.
''Acordo cedo, vou para a fábrica e olho na agenda todos os deveres e compromissos do dia. Sou bastante organizada. Tenho um cronograma de todo processo produtivo, desde a pesquisa de macrotendências até a entrega do produto pronto. Isso é necessário para nos situar de quando devemos dar uma apressada ou quando estamos no tempo certo de cada etapa''.
A porção empresária vem dia a dia se firmando e sendo festejada. Atualmente suas criações ganham o Paraná e São Paulo, e os convites para enviar suas roupas para outros estados não param de chegar. Já no quesito novidades, crescimento e fortalecimento de sua grife são os maiores objetivos.
''Estou muito feliz, a aceitação tem sido ótima. Para mim estar nessa profissão é a oportunidade de trabalhar com o infinito, a indefinição. Moda é um ciclo sem fim e não cabe nela o certo ou errado na hora de criar. O que me atrai é a falta de limites, mas o mais interessante é a diversidade de áreas de atuação. Quem faz moda não precisa ser estilista, existem muitas outras profissões a se escolher. Eu mesma sou apaixonada pela produção, pelo chão de fábrica''.






