Pós-graduado em Direito Penal Econômico e Europeu pela Universidade de Coimbra, Portugal, Michel Neme, 29 anos, discorre com propriedade sobre a profissão que escolheu. Advogado criminalista e também empresário, sua vocação para o direito faz com que seu nome não seja mais um no meio de uma multidão. Discreto e bem-sucedido em uma profissão conservadora, porém onde sobrevivem somente mentes inovadoras e ousadas, atuar no direito criminal é para ele um desafio, já que normalmente é a liberdade do cliente que está em jogo.
''O advogado criminalista, mais do que seus colegas de outras áreas, tem que passar extrema confiança e trasmitir tranquilidade aos seus clientes e seus familiares. O direito penal saiu da função para qual foi criado e passou também a tutelar bens antes protegidos por outras áreas do direito. Por isso hoje o advogado da área penal tem que dominar diversas áreas do direito para conseguir executar a melhor defesa''.
Em um universo onde a sensação que se tem é que o fato de ser rico ajuda em uma boa defesa, Michel explica: ''Assim como em qualquer outra prestação de serviço, quanto mais preparado e qualificado é o profissional, mais caro é o serviço por ele prestado. Na advocacia criminal não é diferente. Mesmo porque é a liberdade do cliente que está em risco. Por esse motivo, ele sempre vai buscar o profissional melhor qualificado para executar sua defesa''.
Expert em crimes virtuais, muito antes de ser alçado à condição de chefe do setor criminal em conceituado escritório de advocacia de Londrina, Michel passou por experiências fascinantes ao lado de juízes, promotores e advogados. Se nessa área outra boa parcela também acredita que prestígio é proporcional a dinheiro, ele discorda: ''Acredito que prestígio é proporcional ao reconhecimento adquirido pela competência. O dinheiro pode ser consequência da competência''.
Nascido para advogar, no início desse ano Michel Neme encontrou terreno fértil também no lado empresarial. Como já estudava a ideia de diversificar sua renda, resolveu investir na área gastronômica, tornando-se sócio de uma franquia de comida japonesa. ''Conheci a rede, acreditei na ideia e entendi que era uma excelente oportunidade, mesmo porque sempre fui fascinado pela culinária japonesa'', disse.

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| Foto: César Augusto