O amor nos tempos do 'face'
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quinta-feira, 06 de junho de 2013
Paula Costa Bonini <br> Reportagem Local 
Ao se conhecerem por meio de amigos em comum, a estudante Carina Costa Perez e o universitário Gabriel Afonso Dutra Kreling logo se adicionaram no facebook. Não trocaram telefone, endereço e nem passaram a frequentar os mesmos lugares. A internet foi a grande aliada do casal. Com um simples clique na rede social, um passou a integrar a lista de amigos do outro. A partir daí, começaram a conversar diariamente e a amizade logo se transformou em namoro.
O caso do jovem casal, que está junto há um ano e cinco meses, ilustra a realidade de grande parte dos adolescentes nos dias de hoje. Ao se interessar por alguém, basta descobrir seu nome e enviar uma solicitação de amizade pelo facebook. Com isso, é possível verificar fotos, publicações e comentários, o que permite conhecer melhor a pessoa, suas preferências e, às vezes, até sua rotina.
Foi exatamente o que Carina e Gabriel fizeram. Ambos admitem que visualizaram tudo o que estava postado na página do outro. ''Passamos 20 dias conversando somente pelo facebook. A gente se falava todos os dias até de madrugada'', contam.
Para Gabriel, a rede social facilitou o início do relacionamento. ''Pelo computador a gente fica mais desinibido'', afirma, acrescentando que nada, porém, substitui o ''olho no olho''.
Após 20 dias de conversa somente via facebook, sem ao menos terem trocado telefone, resolveram marcar um encontro. ''Depois do tempo de paquera pelo 'face', nos encontramos e logo começamos a namorar'', observam. Carina lembra que seus pais e irmão conheceram Gabriel primeiramente pela internet. ''Mostrei fotos pelo facebook e somente depois se viram pessoalmente'', explica.
E assim que começaram a namorar o status na rede social passou de solteiro(a) para ''em um relacionamento sério com...''. Dessa forma, amigos e familiares são avisados de uma só vez. Além disso, é uma maneira de mostrar que a ''coisa'' é para valer.
Atualmente, Carina e Gabriel utilizam o facebook com menos frequência, mas sempre que podem deixam declarações na página do outro. ''No Dia (Internacional) da Mulher, ele me deixou uma música e uma mensagem linda. Minha mãe viu antes do que eu e me ligou para contar'', recorda.
Casamento
Para a manicure Márcia Trigueiro da Silva e o operador João Saito, a internet teve um papel ainda mais preponderante na relação. Quando se conheceram, ela morava em João Pessoa, na Paraíba, e ele no Japão. ''Foi na época do orkut. Ele (João) estava procurando uma amiga na rede e me encontrou. Olhou minhas fotos, se interessou e me mandou um recado'', lembra Márcia, ressaltando que respondeu a mensagem e, com isso, começaram a conversar.
Ela admite que no início ficou receosa, pois não sabia quem ele era e quais eram suas intenções. ''Entrei na página dele, mas não tinha fotos e nem muitas informações. Fui com calma'', diz. Aos poucos, porém, foram se conhecendo melhor, começaram a conversar por meio de áudio e vídeo e a confiança foi aumentando.
Após seis meses de conversa, começaram a namorar. Tudo por meio da tela do computador, possibilidade inimaginável antigamente. ''Recebi até aliança de compromisso pelo correio'', afirma Márcia.
O próximo passo foi o noivado e depois o casamento. ''Ele veio para o Brasil em 2009. Passou 15 dias na minha cidade. Fui com a minha mãe e irmã esperá-lo no aeroporto. Foi uma grande expectativa. Casamos e ele voltou para o Japão'', relata.
Durante dois anos ficaram casados à distância, contando com o auxílio das redes sociais para manterem contato. ''A internet foi tudo no meu relacionamento. Em 2011, ele me buscou e mudamos para Londrina, onde reside sua família. Somos muito felizes'', considera a manicure, acrescentando que essa foi a maior loucura que fez em sua vida. ''Sempre fui muito certinha. Mas se pudesse voltar no tempo faria tudo da mesma forma'', finaliza.
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