Nutrição - Gostinho de festa junina
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quinta-feira, 05 de junho de 1997
Rosângela Vale 
ReproduçãoO amendoim deve ser evitado pelas pessoas que têm problemas gastrointestinais e por aquelas que brigam com a balançaPrincipal ingrediente na mesa das festas juninas, o amendoim é também uma excelente fonte de proteínas. Quem afirma é a nutricionista Andréa Rabelo. Ele é da família das leguminosas, parente do feijão, da soja, do grão-de- bico e da lentilha. Só que tem mais açúcar e gordura e não é uma proteína completa, porque faltam alguns aminoácidos essenciais na sua composição nutricional, explica.
Além do alto teor de gordura, ele é excessivamente calórico: 100 gramas de amendoim cru e sem casca têm 549 calorias; o torrado, 595. Essa diferença existe porque, quando torrado, ele perde a umidade, então é preciso uma maior quantidade de grãos para atingir o peso de 100 gramas, esclarece Andréa. Quem preferir ingeri-lo com a pele que o envolve deve acrescentar 8 calorias.
Por ameaçar a estabilidade do ponteiro da balança, o produto está terminantemente proibido para os que têm problemas de peso. Para se ter uma idéia, míseras 30 gramas de amendoim torrado têm o mesmo número de calorias que 50 gramas de batata frita (120 calorias). Os deliciosos grãos também devem ser evitados por pessoas com gastrite, hérnia de hiato, diarréia e outros problemas gastrointestinais, pois o alto teor de gordura torna difícil a digestão.
Conhecido cientificamente pelo nome de Arachis hipogaea, o amendoim é chamado de madubi na linguagem indígena. Acredita-se que ele já era cultivado pelos índios brasileiros bem antes do descobrimento, observa a nutricionista. Segundo ela, os tipos mais comuns no Brasil são o amendoim Tatu, de cor vermelha amarronzada e grãos de tamanho médio; e o Tatuí, bege rosado com grãos de tamanho grande.
Os melhores grãos colhidos no País, entretando, vão para a produção de óleo, destinada exclusivamente à exportação. O óleo de amendoim é muito bom porque tem boas gorduras, ou seja, na sua composição existe uma porcentagem reduzida de ácidos saturados, que são os responsáveis pelo aumento de colesterol no sangue. Mas nós não consumimos esse óleo no Brasil porque o custo é muito elevado, revela. Andréa denuncia que os grãos usados na produção de doces industrializados, geralmente, são de baixa qualidade. É mais recomendável prepará-los em casa, aconselha.


