‘‘Nunca me senti tão livre’’
‘‘Menopausa é para quem precisa’’, diz Rita Lee, uma representante da geração que foi à luta, revolucionou comportamentos e demonstrou o quanto a vida é passível de ser transformada. Rita está muito feliz depois dos 50. ‘‘Menopausa é carta de alforria para as feiticeiras e um pesadelo para peruas que não sabem lidar com o envelhecimento da matéria’’, diz.
Ela não entende como a menopausa pode ainda criar algum tipo de desconforto ou tabu, ‘‘quando significa a própria mitologia da liberdade’’. A cantora nunca viu nada poético no derramamento de sangue: ‘‘Para mim tinha até uma conotação de ‘castigo bíblico’, de tão desagradável. Há mulheres que se desesperam por não menstruarem mais, parece o fim do mundo. Será que permanecer sangrando é tão bacana assim, pra quem já viveu meio século nessa lenga-lenga?’’
Rita diz que nunca se sentiu ‘‘tão livre na vida quanto agora, que graças ao bom Deus não sangro mais! Climatério dá barato, meu!’’ (E.L.)

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