''Não me casei por opção, porque sou muito mandona e acho que não me adaptaria com o casamento. Fui muito namoradeira quando era moça e cheguei até a ficar noiva, quando tinha 36 anos. Nunca achei que casar era a coisa mais importante da vida de uma mulher. Até encontrei um grande amor, mas mesmo assim desisti. Acho que é destino. Sou uma pessoa muito alegre e meus namorados sempre tentavam me podar. Moro até hoje com meus pais e eles nunca me cobraram casamento ou filhos. Sempre fui moderna, nunca me imaginei vestida de noiva e cuidando de filhos. Gosto de crianças, mas não sou frustrada por não ter dito os meus filhos. Me arrependo, sim, de nunca ter trabalhado. Meu pai dizia que eu não precisava e eu acabei aceitando. Mesmo hoje não penso em arrumar um companheiro, um namorado. Tenho meus amigos, saio muito, vou a clubes, a festas. Tenho mais ou menos 20 amigas que me fazem companhia e dou muito valor a isso. Hoje eu cuido dos meus pais e acho que essa era minha missão. Talvez se não tivesse os pais que tenho, eu tivesse me moldado e aceitado certas coisas para me casar, mas eles me bastam. Meu pai é um homem fantástico, eu comparava meus namorados com ele e sempre encontrava um defeito que acabava ficando enorme. Acho que também não ajudei meu destino, mas estou bem assim.''
Cecília Ninno Moraes, dona de casa

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