Enquanto para muitos envelhecer é sinônimo de solidão, falta de perspectivas perante a vida e depressão, para outros, é tempo de realizações. Aposentados e com os filhos criados, eles começam a colocar em prática antigos sonhos. Sem perder o prazer de viver, demonstram uma disposição de fazer inveja a muitos jovens. É cada vez mais comum encontrá-los malhando em academias, enrolando a língua nas aulas de inglês, soltando a voz em aulas de canto e até aprendendo a navegar pela Internet.
Os idosos estão descobrindo que idade não é desculpa para ficar em casa esperando a morte chegar. O que não deixa de ser uma boa notícia, pois as estatísticas apontam que em 10 anos, o Brasil terá mais idosos que jovens, a exemplo do que acontece em muitos países europeus. Essa mudança de comportamento está relacionada a muitos fatores, mas, principalmente, a uma melhor conscientização do papel do idoso na sociedade e à busca por uma qualidade de vida melhor.
Paulo Wolfgang‘‘Nós começamos a morrer quando perdemos o interesse pela vida’’, afirma o médico João Henrique Steffen Júnior, que está estudando inglêsCom energia e encantamento pela vida, vão descobrindo um mundo que era pura ficção científica quando eles eram jovens. A bancária aposentada Inez Capobiango Frejuello, 67 anos, está há dois meses fazendo um curso de informática. ‘‘A computação é um mundo novo para mim. Estou fascinada com as possibilidades que o computador oferece’’, comenta. Viúva e mãe de dois filhos já casados, Inez Capobiango está mais ativa do que nunca. Faz aulas de inglês, participa do Grupo de Apoio Pró-Vida da Santa Casa, faz alongamento e escreve para o Boletim Encantado, da Associação das Senhoras Rotarianas. ‘‘Agora que estou fazendo computação, vou redigir as matérias diretamente no computador’’, garante.

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