Quem nunca se viu em uma encruzilhada, seja por insatisfação profissional ou por querer buscar novos desafios? Após anos atuando na mesma área, há pessoas que começam a pensar em investir em uma nova carreira ou mesmo deixar de ser empregado para ser empregador. As opções são muitas, mas é preciso pensar bem quais serão os impactos dessas escolhas.
A jornalista Stella Meneghel, de 37 anos, por exemplo, deixou a paixão pelo jornalismo, área onde atuou por mais de quinze anos, para ser empresária. Há seis anos no ramo de confecção – produzindo pijamas infantis de sua própria marca –, ela ressalta que escolheu esse caminho porque gosta de novos desafios. "O dia a dia da minha profissão foi me frustrando, então comecei a pesquisar outras oportunidades. Como sempre gostei de desenhar, criar, mexer com cores, quando surgiu a oportunidade de começar na confecção eu assumi a responsabilidade". Ela pondera, no entanto, que foi cautelosa quando começou a pensar em ter um negócio próprio. "Fiz cursos no Sebrae, de empreendedor. Foi muito bom porque ia entrar em uma área que não conhecia. Parar de ser empregada para ser empregadora", lembra.
Em 2007 ela abriu sua empresa de pijamas, quando ainda trabalhava em um jornal diário. A jornada era dupla, já que ficava a manhã gerenciando seu negócio e a tarde trabalhando como jornalista. Começou em casa, desenhando seus produtos e contratando modelista e costureira para produzir as peças. A qualidade foi chegando com o passar dos anos, assim como o negócio foi crescendo, até sair da sua sala e ir para um local próprio. "Em 2010 tive minha filha e resolvi não voltar da licença maternidade. A confecção estava crescendo, tendo demanda, e na licença mesmo pensei que não ia dar para tocar tudo. Dói até hoje ter saído do jornal, porque eu amava, mas acho que essa outra profissão me trouxe outro desafio e outra paixão. Minha própria empresa trouxe tanto satisfação quanto retorno financeiro", conta, satisfeita. Agora, ela pesa os ônus e bônus da nova carreira. "Cuidar do seu negócio não é fácil. Agora canso muito mais, não tenho domingo nem noite de folga quando preciso resolver um problema. Mas se esse for seu perfil, como é o meu, você fica satisfeito, senão é melhor ser empregado em uma empresa e não ter essas preocupações". Apesar das muitas responsabilidades, principalmente agora que é mãe de uma menina de 3 anos e um bebê de onze meses, ela ressalta os benefícios de ter seu próprio negócio. "Tenho mais tempo e flexibilidade de horário para ficar com meus filhos. Não preciso estar na minha empresa às 8 horas da manhã, então dou café da manhã para eles, e se ficam doentes ou precisam de mim, tenho mais tempo do que teria sendo empregada. Vale a pena todo o trabalho e esforço extra", conclui.

Imagem ilustrativa da imagem Novos rumos
Stella Meneghel abandonou o jornalismo para abrir uma empresa de pijamas infantis: "Me trouxe tanto satisfação quanto retorno financeiro"



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