Novo tratamento anima jornalista
Há quase 20 anos a atriz e jornalista Aneliza Paiva, de 29 anos, sofre com enxaquecas. Neste longo período ela já buscou tratamento alopático e homeopático e há poucos meses iniciou uma nova tentativa de controlar as dores. Com a orientação de um neurologista, Aneliza optou pela utilização de um medicamento novo e tem gostado do resultado, apesar de identificar alguns efeitos colaterais. "Percebo que meu pensamento ficou um pouco mais lento", afirma.
As dores de cabeça da jornalista começaram a aparecer aos dez anos de idade. Ela lembra que na época já sentia outros sintomas associados como dores de estômago e vômito, mas não identificava como enxaqueca. "Comecei a chamar estes sintomas de enxaqueca quando já tinha uns 15 anos e fiz a minha primeira consulta com o neurologista", afirma. Antes deste período, ela conta que a situação era contornada em casa com a ajuda da mãe, que conhece os sintomas porque também tem enxaqueca.
Entre idas e vindas ao médico, Aneliza afirma que teve épocas de dores mais intensas e frequentes e épocas mais brandas. Por conta dos sintomas gástricos que acompanham as crises de dor, ela muitas vezes precisou deixar o que estava fazendo e ir para casa tomar remédio. "Fico muito sensível à luz e ao barulho. A dor é tão forte que atrapalha o raciocínio e fica difícil formar as palavras", comenta. Com os anos de convivência com o problema, ela afirma que já identificou alguns alimentos que facilitam o aparecimento das crises. "Chocolate, vinho, queijo e leite podem me dar enxaqueca. É uma loteria porque às vezes eu como e não sinto nada, mas percebo que eles predispõe ao aparecimento das crises", salienta.
Com o novo tratamento há dois meses, Aneliza espera conseguir reduzir a frequência e intensidade das crises. "Eu sei que o medicamento demora para fazer efeito e que a enxaqueca não tem cura. Sempre vou ter crises, mas espero que o remédio alivie a dor e me ajude a conviver melhor com esta situação", complementa. (M.A.)






