As tecnologias estão por toda parte. Computadores, internet, ipads, iphones, tablets, games e muitas outras novidades fazem parte do dia a dia de uma boa parcela da população brasileira. As crianças e os adolescentes nunca foram tão conectados e antenados à modernidade. Para acompanhar e motivar a nova geração, as escolas se viram obrigadas a repensar o processo de ensino e aprendizagem e incluir as tecnologias nos projetos pedagógicos e nas salas de aula.
O Colégio PGD, no início deste ano, implantou uma novidade: os alunos do Ensino Fundamental II e Médio passaram a ter aulas virtuais e aprendizagem em 3D nas disciplinas de biologia, matemática, física e química. ''Percebemos que foi criado um ambiente mais motivador e interessante. Não há dúvidas de que as tecnologias agregam valor à aprendizagem'', afirma Patricia Bonesi, diretora pedagógica do colégio.
Ao colocar os óculos que permitem a visualização em 3D, diante do telão, os alunos conseguem vivenciar de forma mais concreta e significativa os conteúdos aprendidos em sala de aula. ''Quando vou estudar para a prova lembro muito mais da matéria que vi em 3D do que a estudada somente pelos livros'', conta Mariane Leal Faleiros, aluna da terceira série do Ensino Médio.
A diretora pedagógica do PGD pondera, no entanto, que as tecnologias não substituem a figura do professor e que toda a parte teórica continua sendo passada em sala de aula. O coordenador pedagógico do Ensino Médio Demilson Parolin destaca que os professores passaram por um treinamento para aprender mais sobre as aulas em 3D. ''O professor deve ser o principal mediador. As tecnologias são uma forma de gerenciar a aprendizagem com mais eficácia'', resume Parolin, ressaltando que o comportamento e o desempenho de muitos alunos melhoraram com a implantação da novidade.
As tecnologias também fazem parte do dia a dia do Colégio Marista. Andrea Rigolon, do setor de Tecnologia Educacional, considera que os novos recursos contribuem para o desenvolvimento educacional e facilitam o acesso à informação. E uma grande aposta tem sido a interação com os alunos. Prova disso é o projetor interativo utilizado nas apresentações feitas em sala de aula no colégio. "Funciona como um projetor de curta distância, que por meio de uma caneta eletrônica permite a interação do apresentador com o conteúdo disponibilizado. A caneta tem a função de um mouse e funciona por meio de um infra-vermelho'', explica Andrea, ressaltando que tudo o que é escrito na projeção pode ser impresso, tornando-se um relatório de anotações ou exercícios para os alunos fazerem em casa.
A lousa interativa é outra tecnologia que atrai a atenção dos alunos ao fugir do convencional giz branco e ''quadro negro''. ''A lousa educacional interativa funciona como uma tela de computador sensível ao toque. Qualquer movimento realizado pelo professor em contato com a tela gera interação com o conteúdo que está sendo projetado'', salienta.
Também apostando na interação, as salas de aula do Colégio Portinari são equipadas com recursos multimídias com data-show e acesso à internet. Outra inovação é a sala digital com telão de cinema, conforme aponta o diretor educacional Edmilson Vicente Leite.
As novas tecnologias modificaram ainda as formas de comunicação entre os alunos, a escola e a família. ''O principal canal de comunicação hoje é o nosso portal, que traz de forma on-line os conteúdos das aulas, calendário de provas, reuniões de pais e atividades em geral, além das tarefas diárias e trabalhos agendados'', informa Leite.
Ele afirma, porém, que a presença da família na escola é fundamental e que nenhuma tecnologia vai diminuir a importância desta participação.

Imagem ilustrativa da imagem Novas formas de ensinar e aprender
O projetor interativo permite a interação do professor com o conteúdo disponibilizado
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| Foto: Fotos: Celso Pacheco
No Colégio PGD as disciplinas de biologia, matemática, física e química foram enriquecidas com aulas virtuais e aprendizagem em 3D
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