Os bares costumam ser os locais preferidos para a paquera. O segurança de um dos mais badalados de Maringá, Antonio Goulart, revela que chegou a contar num sábado, dia de maior movimento do bar, a entrada de 15 mulheres para cada três homens. E a advogada Maria Alice Pinatti, solteira, confirma: ‘‘Na hora em que a festa está no auge, as mulheres são sempre a maioria e acabam ficando em evidência. Conheço muitos executivos que visitam Maringá e saem dizendo que ficaram impressionados com o grande número de mulheres bonitas e solteiras’’.
Basta dar uma olhada pelas mesas. Para cada dois homens existem cinco a sete mulheres. ‘‘Esta nossa mesa hoje está equilibrada, e isso é sempre divertido’’, diz o empresário Nivaldo Reginato, ao lado da mulher e de outro casal, cercado de mais cinco mulheres amigas.
Uma das alegres moças da mesa é a advogada Beth Marques. Ela revela que nunca namorou firme e diz rindo que ‘‘a esperança é a última que morre’’. Ela conta que a concorrência está cada dia mais acirrada. E Marli Reginato, 36 anos, casada, arremata: ‘‘Por isso trato bem o maridinho porque se me separar dele estarei velha para a faixa etária dele. E ele vai achar facilmente duas ou três de 20 anos’’. Para Beth Marques, a solução é se contentar com um ex-casado ou viúvo ou passar uns tempos em outra cidade. Sua amiga, Kelly Kuhnen, 30 anos, diz que os homens a cada dia que passa querem menos compromisso, ao mesmo tempo em que as mulheres estão mais exigentes. Elas sabem que a concorrência é grande e já nem saem de casa com a preocupação de paquerar. ‘‘Se acontecer é ótimo, mas nem saímos mais de casa com o objetivo de paquerar, mas pensando em ver amigos, conversar e rir muito ’’, diz Kelly.
‘‘Já vai longe o tempo de um amor e uma cabana. Os jovens não querem compromisso. Homens de alto nível, em geral, já estão usando aliança. Hoje a gente quer alguém em situação igual ou melhor a nossa, e para pronta-entrega. Ligue já!’’, brincam as duas amigas. (C.A.)

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