Se quem canta seus males espanta, quem dança se comunica sem as palavras. É assim que o dançarino e coreógrafo Jaime Arôxa, um dos profissionais mais conceituados do País, define o ato de dançar. Segundo Arôxa, que esteve em Londrina no último mês para um workshop na escola Augusto Bogo, quando falou à FOLHA, a dança promove um flerte eterno. Por isso, essa arte têm sido muito procurada por casais que buscam sair da rotina e dar um "upgrade" na relação. "A dança traz o reconhecimento para o casal, faz você reconhecer novamente aquela pessoa", explica.

Conforme o dançarino, é possível observar uma simbologia entre a dança e a vida a dois. "Para que a dança seja bonita é preciso desenvolver a tolerância, a renúncia em pró dos dois e a entrega, coisas importantes na vida", exemplifica. "Além disso, a dança reacende a chama entre o casal", acrescenta.

Há cerca de dois anos a rotina do impressor serigráfico Newton Simões, de 33 anos, e da administradora Graziela Simões, de 31, teve uma reviravolta. Casados há sete anos, os dois encontraram uma nova forma de encarar a vida quando começaram a fazer dança. "A rotina é outra. Antes quase não saíamos de casa, agora toda segunda, quarta e sábado é sagrado: vamos dançar", conta Graziela. Além das aulas, os dois passaram a frequentar bailes e festas para praticar os ritmos aprendidos. "Fizemos novos amigos e passamos a frequentar outros lugares. Sempre reunimos o grupo da escola e saímos dançar", observa Newton.

Além de renovar as energias, a dança proporciona boas lembranças para o casal. "A primeira música que dançamos juntos a gente não esquece", relembra Graziela. Já Newton, que chegou a pensar em desistir após as primeiras aulas, hoje vê a dança quase como uma terapia. "No começo foi difícil, quis desistir, mas agora está tranquilo. Meu trabalho é muito estressante e nas aulas de dança dou uma relaxada, esqueço dos problemas", diz. "É uma atividade muito gostosa, se soubéssemos que era tão bom tínhamos começado antes", complementa ele.

Foi Newton quem teve a iniciativa de procurar as aulas de dança. "Ela sempre gostou de dançar e eu quis acompanhá-la", relata ele. "Já eu pensava que sabia dançar, mas descobri que não sabia nada", conta Graziela aos risos. Juntos, os dois começaram a fazer aulas de dança de salão e há pouco tempo partiram para um novo ritmo. "Agora começamos a fazer zouk. Além disso, também faço sozinha aulas de dança do ventre", diz a administradora.

De acordo com Jaime Arôxa, a dica para aqueles que pretendem começar a dançar é buscar um ritmo que complemente a rotina do casal. "O bolero é quase obrigatório para quem está começando, já que é um ritmo mais fácil e o mais romântico. Já o forró une mais o casal, enquanto o zouk é quase afrodisíaco. O que eu acho legal é o casal mais romântico buscar uma dança mais sensual, enquanto aquele mais carnal procurar uma dança mais romântica", recomenda.

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| Foto: Fotos: César Augusto, Gina Mardones
Os namorados Edson Neme Ruiz e Edvania Semprebom se aproximaram por causa da dança e têm no tango o seu estilo favorito: conquistas pessoais
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| Foto: Anderson Coelho
O dançarino e coreógrafo Jaime Arôxa, em passagem por Londrina: "A dança traz o reconhecimento para o casal, faz você reconhecer novamente aquela pessoa"
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