Pai de Gabriela, de 16 anos, e Giuliana, de 13, o engenheiro de produção Paulo Anici é categórico ao dizer que, se tivesse tido um terceiro filho, gostaria que fosse outra menina. "Não tinha expectativa sobre o sexo das crianças, mas se tivéssemos tido coragem de ter mais um, iria querer mais uma menina, pois já me acostumei com a mulherada", diz rindo.

Filho mais velho de três homens, ele conta que a convivência com as filhas está sendo um aprendizado muito grande, além de um mergulho no universo feminino e suas peculiaridades. "Sempre brincamos de casinha, comidinha e jogos educativos. De boneca, nem tanto. Também sempre procurei acompanhar minha esposa nas consultas médicas, até para aprender sobre esse universo feminino", conta.

Anici conta que quando Gabriela tinha por volta de 2 anos, sua esposa cursou um MBA e por isso passava as sextas e sábados na escola. Quem cuidava da bebê era ele, que a levava inclusive quando saía com os amigos. "Era a minha companhia. Eu pegava aquela parafernália toda e saía. Quando precisava trocar, eles me ajudavam, já que no banheiro masculino não tem trocador. Sempre deu tudo certo. A minha única deficiência, confesso, era a ornamentação capilar. Não me dava bem com laços e arcos", afirma rindo novamente.

Com as meninas adolescentes, a relação entre pai e filhas mudou mais um pouco, mas a transição está sendo tranquila, segundo ele. Anici avalia que agora consegue conversar melhor com as filhas, mas confessa que ainda se assusta um pouco ao pensar que não são mais bebês e estão perto de ter uma vida longe dos pais. "Faz parte. Preocupa um pouco a situação do mundo e hoje as crianças são mais independentes, formam grupos e saem sem a gente."

Ele conta também que, embora seja bastante aberto, as conversas típicas femininas ainda são mais reservadas à mãe, Sandra, mas não se incomoda, pois sabe que tem lugar garantido junto às meninas. "Vejo que em comparação a quem tem filhos, sou mais paparicado. Elas se preocupam, querem saber porque não estou bem quando percebem que estou aborrecido", pontua.

Em troca, ele as acompanha em programas como fazer compras no shopping, embora ainda ouça das filhas que não entende de moda. "E como não sou detalhista, já peço para avisar com antecedência quando vão mudar o visual, para ninguém ficar chateado!"

A única coisa para a qual o pai não está preparado, de acordo com ele, é dividir as filhas com os namorados. "Sei que vai acontecer, mas não estou pronto para vê-las com um sujeito que vai tirar minha filha de casa, mesmo que seja só para levar ao cinema. Isso não é fácil e elas sabem disso." (E.G)

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| Foto: Foto: Rei Santos
Paulo Anici entre as filhas Giuliana, de 13 anos, e Gabriela, de 16: "Já me acostumei com a mulherada"
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