Aqueles que curtem ir ao cinema sabem o quanto é desagradável ter que tolerar certas inconveniências dentro das salas de exibição. Muitos ainda não aprenderam que cinema não é lugar para conversar e deixar celulares ligados. Mas a falta de etiqueta e respeito aos demais telespectadores não param por aí: existem também aquelas pessoas que chegam atrasadas e, além de deixarem a cortina aberta, ficam paradas em pé no meio do corredor, procurando uma poltrona para sentar.
Isso sem falar em alguns casais de namorados que acham que cinema é motel. Beijos estralados e poltronas rangendo são suficientes para irritar quem, realmente, está interessado em ver o filme. No entanto, entre todos esses oportunistas, piores são aqueles que ficam conversando durante a sessão sobre os mais variados assuntos. Os que mais sofrem com este problema são os cinéfilos que, além de ir muito ao cinema, querem silêncio para curtir o filme em sua essência.
A empresária e professora de inglês Maria Regina Filgueira é uma dessas pessoas apaixonadas pela sétima arte, portanto, uma vítima em potencial dos oportunistas de plantão. Ela conta que de tanto enfrentar esse tipo de situação precisou desenvolver certas estratégias. ‘‘Eu procuro ir ao cinema aos domingos, na sessão das 14 horas, porque tem menos movimento. É um dia em que as pessoas almoçam tarde e, dificilmente, saem de casa antes das 15 horas. Ao entrar na sala faço uma seleção prévia. Escolho um lugar mais vazio e longe de adolescentes e casais de namorados’’, explica a professora.
Milton DóriaPara Fernanda Jiran, esses maus hábitos são presenciados nos cinemas, concertos e teatrosMas como nem sempre é possível colocar essa estratégia em prática, Maria Regina precisa se aventurar entre a galera. ‘‘Quando o filme é muito interessante, até barulho de papel de bala incomoda. Mas o insuportável mesmo é gente comentando o filme e, às vezes, antecipando as cenas. Por uma questão de educação, eu não mando a pessoa calar a boca. Geralmente, dou uma olhada para trás pra ver se a pessoa se manca. Caso contrário, prefiro mudar de lugar do que comprar uma briga dentro do cinema’’, salienta.Dorico da Silva‘‘Procuro ir ao cinema nos horários menos movimentados’’, diz a professora Maria Regina FilgueiraCelso Mattos

mockup