Para atender aos anseios desta parcela da população que é velha demais para ir ao pediatra e muito jovem para se consultar apenas com especialistas, a medicina conta com uma especialidade médica exclusiva. Trata-se da hebiatria, destinada a atender a puberdade de maneira integral, orientando sobre as mudanças que acontecem neste período da vida, solucionando problemas de saúde, esclarecendo sobre as dúvidas e riscos que chegam com a nova fase e auxiliando no desenvolvimento de projetos pessoais.
Para o médico José Luiz de Oliveira Camargo, responsável pelo serviço de ginecologia infanto-puberal do Hospital Universitário (HU) de Londrina, os adolescentes possuem um referencial específico que precisa ser entendido pelos pais, professores e médicos. ‘‘É uma época de identificação com o corpo e formação da identidade sexual, os adultos têm que estar preparados para lidar com os conflitos resultantes dessa fase’’.
Neste período, as dúvidas fazem parte do cotidiano e as principais perguntas dizem respeito às mudanças no corpo, a hora ideal para a primeira relação sexual, proteção contra a gravidez e as novas funções adquiridas pelo organismo, ‘‘O médico tem que interpretar todas essas necessidades para depois orientar os pais’’, ensina.
Ele acrescenta que a idade de desenvolvimento da sexualidade vem diminuindo em nossa sociedade, graças à influência da mídia, novos conceitos de educação e a própria convivência em grupo. Hoje, as primeiras indagações sobre sexo acontecem por volta dos 11 ou 12 anos, assim como o interesse pelo próprio corpo e o desenvolvimento da vaidade feminina.
Sobre isso, ele garante que a preferência por piercings, tatuagens, adereços exóticos ou roupas diferentes não deve ser motivo de preocupação. ‘‘A vaidade faz parte da sobrevivência sadia da mulher, esses novos elementos são trazidos pela modernidade e não devem ser combatidos, mas apenas entendidos. (C.A)

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