Os primeiros registros históricos sobre o sorvete remontam à China antiga. Há 3 mil anos, usava-se neve das montanhas para conservar os alimentos. Documentos descrevem banquetes em que Alexandre, o Grande (356 a.C – 326 a.C), mandou servir pétalas de rosas, frutas e mel dentro de um pote forrado de neve. Os califas de Bagdá degustavam caldas de frutas glaçadas servidas sobre a neve, um luxo batizado de charbât, palavra que, traduzida para o francês, deu origem ao sorbet, que leva suco ou polpa de frutas, açúcar e água na sua composição.
No fim do século XIV, Marco Polo trouxe a idéia da China, mas a maravilha gelada só chegou à nobreza européia no século XVI, quando a italiana Catarina de Médicis casou-se com o francês Duque de Orleans e apresentou a especialidade à França. Neste período, o cozinheiro francês Charles I acrescentou dois novos ingredientes à receita: o leite e o creme de leite. A popularização do sorvete só aconteceria um século mais tarde.
No Brasil, o sorvete chegou em 1834, quando dois comerciantes cariocas compraram 200 toneladas de gelo de um navio americano e começaram a utilizar frutas brasileiras. Mas as condições precárias da época não permitiam que o produto fosse conservado e, por isso, tinha que ser consumido imediatamente. Anúncios avisavam a hora e o local onde a especialiadade seria preparada.
Fonte: Revista Gula/janeiro 2002

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