No ambiente de trabalho
Outra especialista que estudou a inveja, mas concentrou seu trabalho na parte empresarial, foi a doutora em Administração de Recursos Humanos, Patrícia Amélia Tomei. A professora pesquisou o tema durante dez anos, o que resultou no livro Inveja nas Organizações. Com esse estudo, ela chegou à conclusão de que o aumento da competição e do individualismo acaba afetando o desempenho das organizações.
O sentimento pode tanto influir na produtividade dos funcionários quanto ser usado para unir a equipe, argumenta a pesquisadora. Ela prossegue afirmando que se todos reconhecem que têm capacidade e lhes serão oferecidas chances para obter sucesso, não há motivos para invejas nocivas. Nesse caso, há espaço apenas para admiração e incentivo.
Patrícia cita a inveja saudável, que ocorre quando a pessoa reconhece seu sentimento, admite seus limites e aproveita o talento dos outros para espelhar-se nele e aprender. Outro tipo rotulado pela pesquisadora é o da inveja mais escondida. Nesta versão dissimulada, o sentimento se manifesta em forma de fofocas, pequenas desavenças, sentimentos de superioridade ou inferioridade, delações, sabotagens. Nas empresas, muitas pessoas, frequentemente, perdem tempo e energia tentando destruir o trabalho alheio, em vez de construir coisas novas, completa Patrícia.





