Arquivo FolhaO paciente
fica livre
da frieza do
hospital e da
infecção hospitalarA descentralização do atendimento hospitalar é uma tendência que está se firmando na área médica. Com os hospitais cada vez mais lotados, a personalização na assistência ao doente está sendo resgatada e consolidada, tal qual o antigo médico de família, que representou por muito tempo uma forma de atendimento eficaz.
Uma tendência que vem se espalhando pelos grandes centros é a do atendimento médico domiciliar, com profissionais de várias áreas. O médico Luiz Geraldo Domingues atua como diretor de uma empresa pioneira nesse tipo de atendimento em Londrina, a Doctor Care. Domingues conhece bem essa modalidade de atendimento médico, tendo sido coordenador do Programa de Internamento Domiciliar (PID), ou Médico de Família, da Prefeitura Municipal de Londrina, criado em setembro de 1996. Hoje o programa é um sucesso e atende a 120 pacientes, em média.
‘‘Muitos atendimentos podem ser feitos em casa, no conforto do lar. O paciente fica livre da frieza do hospital e da infecção hospitalar. Além disso, todos em volta do paciente são saudáveis, o que é muito importante’’, sintetiza Domingues. O serviço oferece duas modalidades de atendimento, a assistência e a internação domiciliar. ‘‘Às vezes, o paciente precisa ser internado sem necessidade do complexo hospitalar. Em caso de pós-operatório, a recuperação pode ser feita em casa’’, exemplifica.
Nesse serviço, por intermédio de uma chamada telefônica, o paciente pode contar com uma equipe de 22 profissionais, 24 horas à disposição. A equipe é formada por médicos, enfermeiras, fisioterapeutas, psicólogos, nutricionistas e auxiliares de enfermagem. Muitas vezes, o paciente é encaminhado por outro médico ao atendimento domiciliar.
Segundo Domingues, no futuro, o atendimento dos hospitais ficará restrito ao pronto-atendimento, cirurgias e UTIs (com profissionais e tecnologias específicas). Nos outros casos, preferencialmente, serão atendidos em casa.
Funcionando há quase um mês, esse serviço está atendendo pacientes com doenças crônicas e acamados, com diagnóstico definido. Há ainda os doentes cuja recuperação é mais lenta. Na área de enfermagem, a equipe faz troca de sondas, curativos, higienização e injeções.
O custo do serviço, de acordo com Luiz Geraldo Domingues, é menor, comparativamente ao dos hospitais, mas depende também do número de horas e de quantos profissionais dão assistência. Nos hospitais, um dos itens que mais encarecem o preço final é o serviço de hotelaria, que no trabalho em domicílio é inexistente. Ainda segundo Domingues, a tendência é que até as empresas de Seguro Saúde venham a oferecer essa modalidade de atendimento, em função da diminuição dos custos.

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