Nem tudo que é bonito pode ser usado
A veterinária Helma Cristina Sodré, de Londrina, alerta que nem tudo que é bonito pode ser usado nos animais. "A questão não é somente se o tecido é quente ou não, se o animal for alérgico o tecido pode causar problemas. Tenho pacientes que não podem usar soft, por exemplo. Nesses casos a recomendação é que o proprietário busque roupas com tecido antialérgico ou que use uma outra de malha por baixo. Também é preciso se atentar se a roupa está no tamanho adequado", explica.
Cães muito peludos também podem se sentir incomodados com roupas. Nestes casos a sugestão para os donos é que busquem outros acessórios para enfeitar o animal, como coleiras, gravatas, laços ou bandanas. Já os animais com tosa verão baixo, com pelos curtos e os idosos podem precisar de um agasalho no dias mais frios. "Mesmo nos dias mais amenos pode-se usar roupinhas à noite. Na velhice os animais sentem mais frio, ficam mais desprotegidos e se tiverem problemas articulares não podem pegar friagem, porque aumenta a dor", diz Helma.
A veterinária conta que o próprio animal dá sinais de que está com frio, como ficar mais quietinho, não sair da cama ou da casinha para comer, além de tremer ou querer subir na cama do dono. "Esses sinais podem indicar várias outras coisas também, mas são indicativos de frio. Para os animais que não ficam com roupa, indico o uso de cobertores de trama fechada, para que não enrosquem as unhas, ou casinhas do tipo iglu, que são mais fechadas."
Outro cuidado a ser tomado no caso de animais de pelo longo é a escovação, para evitar que fique embolado. A veterinária explica que uma vez por dia é necessário tirar a roupa do cão, escová-lo e depois colocar novamente. "Nem sempre se pode desembaraçar. E se o animal ficar muito tempo com a pele abafada pode ter uma dermatite", pontua.
No caso dos sapatinhos, Helma diz que não recomenda o uso se for apenas como acessório. Mas destaca que há indicação veterinária em alguns casos, como animais com dermatite úmida nas patas. (E.G)





