Nos cinemas os filmes com efeitos em três dimensões (3D) fazem o maior sucesso entre adultos e crianças. A tecnologia permite que o espectador se sinta dentro da história. Efeitos como neve, imagens de altura e cenas de velocidade ganham vida e transmitem emoção. Mas nem todas as pessoas conseguem vivenciar o efeito 3D nas salas de cinemas e televisões equipadas com o sistema. De acordo com a médica oftalmologista Cristiane Chui Oguido, a visão tridimensional depende da sensação de profundidade e, para isso, é importante ter boa visão nos dois olhos.
Estima-se que de 2% a 3% da população brasileira não enxergue imagens com definição 3D, devido a problemas decorrentes de uma disfunção visual conhecida como ambliopia. A médica explica que se a pessoa não enxerga bem com um dos olhos ela não conseguirá ver a tecnologia 3D nos filmes. ''A pessoa que tem muito grau em um olho e pouco ou nada no outro não tem condições de ver o efeito'', explica. Cristiane afirma que geralmente essas pessoas apresentam dificuldade de enxergar com um dos olhos desde a infância e o ideal é que a correção seja feita antes dos 7 anos de idade.
Além da ambliopia, outros problemas podem impedir a recepção das imagens tridimensionais, como o estrabismo, a catarata e a degeneração de parte da visão. A oftalmologista explica que as pessoas que são muito estrábicas acabam perdendo completamente ou parcialmente a visão do olho mais torto, e a visão monocular não permite que a pessoa tenha a sensação de profundidade ao visualizar uma imagem.
Por conta da popularização dos filmes em 3D nos cinemas, muitas pessoas estão procurando oftalmologistas porque não conseguem visualizar o efeito nas telonas. ''A maioria não percebe esta dificuldade porque em geral um olho compensa a deficiência do outro'', afirma. A médica acrescenta que em alguns casos é possível fazer a reversão do problema, mas há situações em que nada pode ser feito para melhorar. Cristiane acrescenta que uma pessoa adulta que perde a visão de um olho de uma hora para outra deve procurar o médico, pois algumas doenças podem provocar este sintoma.
A médica lembra que o primeiro exame oftalmológico é feito logo que a criança nasce. No entanto, para prevenir doenças é importante visitar um especialista. ''A partir dos três anos a criança já colabora com um exame oftalmológico, mas caso o exame do olhinho detecte alguma anormalidade ou os pais identifiquem que há algo errado com a criança, o oftalmologista pode ser procurado mesmo antes desta idade'', afirma Cristiane.


Imagem ilustrativa da imagem Nem todos conseguem vivenciar efeito 3D
Imagem ilustrativa da imagem Nem todos conseguem vivenciar efeito 3D
A oftalmologista Cristiane Oguido diz que a visão tridimensional depende da noção de profundidade
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