Negócio em expansão
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 10 de setembro de 1998
Vivian de Albuquerque 
Cantar no karaokê, cantar em casa, cantar para quem quiser ouvir. A mania, importada da Coréia do Sul, não só tem levado muita gente para as noites curitibanas, como também pode ir até a casa delas. É que o negócio ficou tão lucrativo que tem empresário alugando as máquinas.
O kit completo vem com televisão de 20 polegadas, um amplificador, caixas de som, dois microfones e mais de 1.100 músicas. O serviço inclui desde o transporte até a montagem e desmontagem do aparato. E o preço não ultrapassa os R$ 200,00.
Comecei há dois anos e hoje atendo a todo o Paraná, conta Fernando Yamashiro, empresário do ramo de importações. Antigamente era difícil de cantar só com o play-back. Hoje, com a letra na tela, todo mundo pode participar. Por isso, acho que desta vez o karaokê veio para ficar.
O melhor período para o novo negócio é o final do ano, quando nenhum aparelho fica no estoque. Recebo telefonemas de Francisco Beltrão, Umuarama, Toledo e até de Cascavel. Quase não dou conta de tantos pedidos, garante Yamashiro.
Um outro grande invento dos karaokês de Curitiba é o da gravação de CDs. O Sun Café é um deles. Todas as quintas-feiras é montado um estúdio completo nas instalações do bar e, na forma de campeonato, grupos e cantores solos disputam o prêmio: participar de uma das faixas do disco.
Ainda na terceira semana, o projeto deve em breve ter o seu primeiro lançamento.


