Natal rejuvenescido
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sexta-feira, 22 de dezembro de 2006
Karla Matida<br>Reportagem Local 
Que o Natal é uma festa familiar ninguém discute. Mas de família para família os rituais têm variações, mesmo que pequenas. Algumas tradições aprendidas na infância tornam-se novidades para os outros participantes da festa. Sejam os filhos que chegam ou mesmo agregados tipo namorados, maridos e sogros. A cada novo integrante, acontece uma troca de elementos natalinos.
Há 10 anos participando do Natal com a família do marido, a empresária Lilian Salvadori Soares viu a sua noite de 24 de dezembro mudar. ''É uma festa bem maior, até Papai Noel aparece. Agora, é uma festa voltada para as crianças'', conta Lilian, ao lado da árvore já cercada de presentes. ''Mas isso não é nada perto do que virá no Natal'', explica a empresária, que costuma esperar pelo bom velhinho ao lado dos filhos Eduardo, 6 anos, Lara, 1 ano e 10 meses, e outras 60 pessoas.
''Antes a minha sogra costumava contratar um bufê, mas agora cada família vai trazer um prato preparado especialmente. Assim fica mais familiar, mais gostoso'', avisa Lilian. Para ela, o Natal é uma época de leveza. ''O ano inteiro a gente fica pensando e planejando o futuro. Agora, é um momento de viver o presente'', ensina. ''Dezembro é muito intenso'', lembra a empresária, que passa o mês indo atrás da lista de presentes e dos detalhes da festa. ''Este ano vai ser o Natal que a Lara vai entender melhor, é como se fosse o primeiro. Mas ela ainda tem um pouco de medo do Papai Noel, então estamos fazendo ela vivenciar mais a data'', conta.
Casa enfeitada Por conta dos filhos Jonas, 4 anos, e Luísa, 1 ano e quatro meses, a atriz Roberta de Lara Leitão começa a enfeitar a casa com motivos natalinos antes mesmo de 1º de dezembro. A duplinha mais atrapalha que ajuda na hora de montar a árvore, mas Roberta adora que os filhos estejam por perto. ''Eles dão palpite onde colocar os enfeites'', diz. Aliás, foi por causa de um pedido de Jonas que a árvore ganhou as tradicionais bolas.
Mas os pequenos não são o único motivo para a decoração da casa. Roberta conta que mesmo antes da chegada dos filhos, montava a árvore e seguia seus rituais. ''É uma data que eu nunca parei de festejar com toda a família reunida. É uma festa que me emociona com todo esse espírito de generosidade'', afirma a atriz, que segue a tradição aprendida com a mãe de rezar e cantar na ceia de Natal.
DNA festivo Organizadora de eventos , Germana Giácomo tem sempre uma carta na manga para arrumar casas ou espaços para festas. Nesta época do ano, ela está sempre decorando um lugar ou outro. A própria casa não recebe muitos enfeites, que são emprestados generosamente para amigos e clientes. ''A gente costuma fazer um intercâmbio de peças decorativas. O que se usou num ano é passado para outra pessoa e assim por diante'', ensina Germana no melhor espírito de solidariedade natalina. ''Não enfeitei a casa porque vou passar o Natal em Campinas, onde mora meu irmão'', avisa.
O capricho e a criatividade na hora de preparar um cenário festivo pelo jeito está no DNA de Germana. A mãe sempre teve mil e uma idéias para animar os eventos familiares. Uma delas segue acompanhando a família até hoje, um saco de tecido personalizado feito para as crianças guardarem os presentes. O de Germana é listrado de branco e vermelho e tem as letras do seu nome feitas com tecido roxo. ''Todos os meus primos têm e uma prima já fez para a filhinha dela'', lembra.
''Desde criança sempre nos envolvemos com festa toda, ajudávamos a montar o presépio, sem pensar apenas nos presentes'', diz Germana, que nunca deixou de passar um Natal longe dos parentes. A viagem para Campinas, com os pais e o namorado, é justamente para estar perto do irmão, que se casou este ano. É um grupo diferente das festas de outrora, quando se reunia com a família materna. ''Mas o amigo secreto continua e ainda é bem demorado, entre duas a três horas de revelação'', conta.


